LIDERANÇA E ESPIRITUALIDADE

Guilherme Gimenez: Pastor, Professor, Teólogo e Maratonista

LIÇÕES QUE EU APRENDI COM A PANDEMIA

(Por Guilherme Gimenez)

Aprendi durante a pandemia que muitas pessoas precisarão se reorientar se quiserem viver bem nesse tempo e no futuro que está sendo construído e concebido. E, quando penso em reorientação, me vem à mente aquele processo aprender, tentar, construir, analisar e realizar de forma diferente. Gosto da palavra reorientação porque ela me deixa diante de perspectivas e não “caixinhas fechadas.” A orientação é muito mais um “siga naquela direção” do que “faça exatamente o que eu digo.” Creio que ninguém sabe exatamente o que acontecerá. Sabemos um pouco da direção que está sendo sinalizada, então nos orientarmos é o bastante nesse momento. Sejamos sábios nesse processo e abertos ao aprendizado de tempos novos! “Eu sei, Senhor, que não está nas mãos do homem o seu futuro; não compete ao homem dirigir os seus passos” (Jeremias 10:23).

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LIÇÕES QUE EU APRENDI COM A PANDEMIA

(Por Guilherme Gimenez)

Quando vivemos uma situação difícil como essa promovida pela pandemia nossa mente costuma ficar acelerada e pensamos em várias coisas, muitas delas ao mesmo tempo. Ás vezes nem conseguimos dormir de tanto que nossos pensamentos estão acelerados. Pensar é excelente. Mas pensar demais, e em uma única coisa, pode ser um tormento. Imagine uma pessoa que acorda e vai dormir pensando no mesmo problema? Ou aquela que tenta achar explicações quando estas não existem? Há momentos em que precisamos acalmar nossa mente e simplesmente confiar em Deus. São momentos em que a paz nos ajudará a lidar com pensamentos difíceis e nos colocará em uma situação de calma e descanso. Aprendi que em alguns momentos precisamos muito mais de paz do que ideias. Muito mais de confiança do que busca de soluções. “E a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará os vossos corações e os vossos pensamentos em Cristo Jesus” (Filipenses 4:7).

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LIÇÕES QUE EU APRENDI COM A PANDEMIA

(Por Guilherme Gimenez)

Conheci um pequeno empresário que havia começado seu negócio poucos dias antes do isolamento social imposto pela pandemia. Ele investiu todas as suas reservas financeiras em um negócio que antes da pandemia tinha tudo para dar certo, mas, com a pandemia, se tornou totalmente inviável. Depois de meses fechado acabou optando por perder o investimento feito, devolver o imóvel e agora aguardar pelos próximos meses e os desdobramentos que o isolamento trouxe. Como uma pessoa assim se sente? Se você responder “fracassado” está certo. Foi exatamente isso que ele me disse acerca de seus sentimentos. E, esse foi o tema de uma conversa longa que chegou à seguinte conclusão – por parte dele: fracasso é quando eu tenho culpa porque não me esforcei, planejei mal ou administrei de forma equivocada meu negócio. Quando eu me esforcei, planejei adequadamente e administrei bem até quando podia, então não é fracasso mas sim fatalidade. Ninguém podia prever uma pandemia em seu planejamento. Ninguém tinha informações sobre a chegada do COVID. Então, não podemos falar em termos de fracasso e sim de fatalidade. E para fatalidades não há preparo prévio. “Estas coisas vos tenho dito para que tenhais paz em mim. No mundo, passais por aflições; mas tende bom ânimo; eu venci o mundo.” (João 16:33)

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LIÇÕES QUE EU APRENDI COM A PANDEMIA

(Por Guilherme Gimenez)

Culpa. Aprendi que esse é um sentimento muito comum durante a pandemia. Ou nos sentimos culpados, ou procuramos por um culpado. A culpa é praticamente um alívio, pois quando encontramos um culpado – ainda que sejamos nós mesmos – damos uma explicação àquilo que nos inquieta. A frase “a culpa é do fulano…” parece tirar um peso de nossos ombros. Mas, tal alívio pode ser uma grande ilusão. Ele em vez de tirar um peso de nossos ombros pode na verdade se transformar em peso extra para nós ou peso para os outros. O melhor mesmo é ter a coragem de admitir que para determinadas situações não há culpados mas sim envolvidos. A culpa pela morte, pelo vírus, pelo desemprego e por outros temas envolvidos com a pandemia não vai resolver e nem aliviar o peso da situação dura que todos enfrentamos. Estamos envolvidos com algo que foge aos padrões e portanto não constrói culpados mas sim envolvidos. O sofrimento por si já é o bastante, a culpa só será um acréscimo à dor. “Agora, portanto, já não há nenhuma condenação para os que estão em Cristo Jesus” (Romanos 8:1).

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LIÇÕES QUE EU APRENDI COM A PANDEMIA

(Por Guilherme Gimenez)

LIÇÃO 15 – QUANDO O ASSUNTO NÃO É PANDEMIA

Durante a pandemia ouvi muitas discussões e assisti a muitos debates. Em geral eles começavam com o assunto “COVID” mas daqui a pouco iam sendo substituídos por outros temas como política, economia, interesses de terceiros e por aí vai. Muitos debatedores na realidade queriam falar sobre outros assuntos e usaram a pandemia apenas como pretexto. Aprendi que nem sempre o assunto é pandemia e às vezes o especialista em infectologia quer na verdade debater outro tema. Em tempos de pandemia se fala sobre muitos outros assuntos. Mas, que ao debatê-los, não se use a pandemia – e muito menos seus mortos – como pretexto ou introdução para assuntos que se comparados a COVID são picuinhas que nem deveriam estar na agenda. “Ser sábio é mais importante do que ser forte; o conhecimento é mais importante do que a força” (Provérbios 24:5).

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(Por Guilherme Gimenez)

LIÇÃO 14 – O QUE DE FATO É IMPORTANTE?

Ouvi de alguém que faz parte do grupo de risco e teve que desmarcar a tão sonhada viagem de celebração de bodas de ouro. Voo cancelado. Passeios cancelados. Hotel cancelado. Aluguel de carro cancelado. E jantar no melhor restaurante da cidade cancelado. Sabe como foi a comemoração? Em casa. Sozinhos. Sem muita pompa. Apenas um e outro. O mais importante foi alcançado: os dois juntos. Eles estariam juntos em outro local, mas também estavam juntos em casa. Eles gastariam muito para estarem juntos em outra condição, mas gastaram bem pouquinho para estarem juntos em uma já conhecida condição. A COVID tem nos ensinado que aquilo que é de fato importante pode ser alcançado com mais facilidade. Sim, o que de fato importa às vezes está simplesmente do nosso lado. “Pois a vida é mais importante do que a comida, e o corpo é mais importante do que as roupas”(Lucas 12:23)

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(Por Guilherme Gimenez)

LIÇÃO 13 – PESSOAS DÃO SENTIDO AOS LUGARES

Em um único dia passei em frente a um estádio de futebol e ao sambódromo. Os dois estavam fechados e consequentemente vazios. Ambos foram construídos para abrigar pessoas, e algumas milhares de pessoas. Vê-los vazios me fez refletir que por mais imponentes que sejam e mais caros que tenham custado se tornaram obsoletos pela falta de pessoas. As pessoas dão sentido aos lugares, e na ausência delas muitos lugares passam a ser meras construções. Aprendi que são as pessoas que agregam valor aos lugares. Por certo a sociedade repensará bastante a necessidade de fazer grandes construções que possam perder sua utilidade diante da falta do que é sempre o mais importante: as pessoas.

“Olhai para as aves do céu, que não semeiam, nem segam, nem ajuntam em celeiros; e vosso Pai Celestial as alimenta. Não tende vós muito mais valor do que elas?”(Mateus 6:26).

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(Por Guilherme Gimenez)

LIÇÃO 12 – CANSADO DE ESPERAR

Aprendi com a COVID que alguns processos são tão lentos que parecem intermináveis. Ouvi recentemente de um paciente que ficou 4 meses na UTI por causa da COVID. Mas também ouvi de alguém que está esperando por um tempo parecido a autorização para reabrir seu negócio. Essas esperas parecem intermináveis e vão drenando a energia, a alegria e até mesmo a esperança. O que fazer para antecipar processos assim? Nada. É impossível antecipá-los. Só podemos nos manter vivos diante deles e ter uma atitude de espera que envolva esperança, ainda que aparentemente ela seja inútil. Não desistir é um grande desafio para quem está esperando a muito tempo. Mas é a única solução. “Por isso, não abram mão da confiança que vocês tem…”(Hebreus 10:35a)

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LIÇÕES QUE EU APRENI COM A PANDEMIA

(Por Guilherme Gimenez)

Aprendi com a COVID que nem sempre as estatísticas são aplicáveis a todos. Ainda que a grande probabilidade seja a de que pessoas do grupo de risco sejam mais vulneráveis à COVID, alguns idosos de mais de 100 anos sobreviveram depois de terem contraído o vírus e alguns jovens atletas acabaram falecendo. Com isso, está claro que estatísticas devem ser respeitadas e consideradas mas não devem servir como único critério em uma tomada de decisão. Existirá sempre a minoria, o improvável e o inesperado. Cuidar-se e prevenir-se são ações que independem de idade, situação física e até mesmo região onde se reside.”Porque Ele (Deus) faz raiar o seu sol sobre maus e bons e derrama chuva sobre justos e injustos”(Mateus 5:45b)

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LIÇÕES QUE EU APRENDI COM A PANDEMIA

(Por Guilherme Gimenez)

LIÇÃO 10 – REINVENTAR-SE PARA SOBREVIVER

Aprendi com a COVID que precisarei me reinventar se quiser sobreviver. E não estou sendo exagerado. Precisarei mudar muitas de minhas posições, ideias e postura. Precisarei ser uma nova e melhor versão de mim mesmo se quiser não apenas atravessar todo esse tempo de isolamento, mas manter e aprimorar meu trabalho, convivência com pessoas e atingir objetivos novos. Reinventar-se é manter-se vivo, é a fórmula para viver novos tempos e garantir-se atuante sob o novo cenário que se desenhou nos últimos meses. Em Deus teremos forças para tudo isso! “Tu, Senhor, guardarás em perfeita paz aquele cujo propósito está firme, porque em ti confia” (Isaías 26:3).

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