LIDERANÇA E ESPIRITUALIDADE

Guilherme Gimenez: pastor, professor, teólogo e Atleta

Consegui… 35km de corrida por São Paulo…

Nesse último sábado, dia 16 de março de 2019, fiz meu último treino longo antes da Maratona de Santiago. Corri 35km… Grande aventura… Experiência única… Para mim foi uma mistura de emoção e superação. Eu sinceramente não esperava chegar a uma distância tão grande em um período tão curto.

Curta o vídeo que eu fiz com o trajeto e algumas experiências durante a corrida clicando aqui.

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Detalhes da corrida: Tempo: 3H47M25S

Pace: 6:30

Calorias: 2.102

Velocidade: 9,3 km/h

Frequência cardíaca média: 159bpm

Cadência média: 170 rpm

Trajeto: Avenida Braz Leme, Ponte da Casa Verdade, Avenida Abraão Ribeiro, Memorial da América Latina, Terminal Barra Funda, Avenida Francisco Matarazzo, Shopping Bourbon, Avenida Sumaré, Avenida Dr. Arnaldo, Avenida Paulista, Avenida Vergueiro, Rua Senna Madureira, Parque do Ibirapuera, Avenida Brasil, Avenida Henrique Schaumann e retorno pela Avenida Sumaré

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INSATISFEITO

“Eu quero mais” – Essa é a frase que define bem o indivíduo insatisfeito. Não importa o que ou quanto ele tenha, ainda assim, ele quer mais. É como se houvesse um vazio ou um buraco em sua existência, por onde sempre escapa algo e, por isso, é necessário, continuamente, preencher, sempre buscando por mais. A frase vale para valores materiais, sensações ou, dependendo do caso, até relacionamentos interpessoais. O rico quer ficar mais rico. O aventureiro quer mais aventuras. O amante quer mais relacionamentos, e por aí vai. O insatisfeito está continuamente em busca de algo ou alguém.
Um exemplo nítido disso está em uma pesquisa realizada pela Escola de Negócios da Universidade de Harvard e divulgada pela BBC News (01/01/2018. Disponível em https://www.bbc.com/portuguese/brasil-42512066#). O pesquisador responsável pelo estudo, Grant Donelly, entrevistou mais de 4000 milionários do mundo e concluiu que para “um quarto dos milionários entrevistados, para ser ‘feliz’, precisaria que sua riqueza aumentasse em 1.000%.” A que podemos atribuir essa necessidade de ter mais? Alguns diriam ambição. Eu prefiro chamar de insatisfação. A ambição pode levá-lo a querer conquistar mais, porém apenas a insatisfação o faz ir em busca da felicidade mensurada por aquisição. O princípio dessa busca por felicidade através do ter mais serve também para aquele que busca emoções maiores, como o praticante de esportes radicais. De vez em quando, vemos um desses morrer em suas aventuras porque estava tentando realizar algo ainda mais difícil, que lhe desse – como eles mesmos dizem – mais adrenalina. E, por mais estranho que possa parecer, quantos casamentos não foram rompidos porque um dos cônjuges também foi atrás de mais relacionamentos na tentativa de ser mais feliz.

A grande questão que incomoda nesse processo de insatisfação é que a sensação de adquirir não corresponde à realidade. O milionário precisará, realmente, de mais dinheiro para ser feliz? Quantos deles, já nos últimos anos de vida, ainda buscam por mais dinheiro, ainda que saibam que sequer conseguirão gastá-lo. E o perigo da morte que o aventureiro corre diante de um desafio que lhe produza ainda mais emoção? E o prejuízo a uma família inteira, em função de uma aventura extraconjugal justificada pelo amor? A realidade fica contrastada por essa busca desenfreada pelo “mais” que, muitas vezes, acaba se transformando em perda, afinal, não são poucas as histórias de ricos que encerram sua vida gravemente enfermos, de aventureiros que passam seus últimos anos de vida sobre uma cama após um acidente ou daqueles que, em busca de romances, encerram seus dias sozinhos.

Um conselho interessante, extraído da Bíblia, pode nos ajudar a lidar com a insatisfação: “Quem ama o dinheiro nunca terá o suficiente. Quem ama a riqueza nunca se satisfará com o que ganha. Não faz sentido viver desse modo!” (Eclesiastes 5.10). Em outras palavras, para lidar com a insatisfação, é necessária uma dose de realidade bem expressa pela frase “não faz sentido viver desse modo”. A insatisfação não faz sentido. A busca por mais e mais não faz sentido. E, se não faz sentido, logo, precisa ser dominada, isto é algo que todo ser humano pode aprender desde que tenha domínio sobre o ímpeto de obter mais e se lembre, constantemente, da finitude da vida e de que há um limite para tudo: para a riqueza, para a aventura, para o amor, e por aí vai. Contentamento é possível e desejável. Que tenhamos a sabedoria de desenvolvê-lo.

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REFÉNS DA OBSOLESCÊNCIA

(por Guilherme Gimenez)

“O maior desafio das mudanças é perceber que algumas delas não são opcionais. Ou mudamos ou então ficamos reféns da obsolescência”.
(John Terry)

Redução gradativa e consequente desaparecimento. Esse é um dos significados da palavra ‘obsolescência’.
Ela indica o final de um processo que resulta em sua extinção. Na medicina, pode indicar a atrofia de tecidos, motivada por esclerose. Na tecnologia, pode indicar a total inutilidade de um processo devido ao avanço de novas tecnologias. E na liderança, pode indicar o desastre organizacional motivado pelo uso de ferramentas ou estruturas que não conseguem mais atingir os resultados satisfatórios diante de um novo momento histórico.

A obsolescência é um fenômeno que aparece constantemente na história da humanidade. De tempos em tempos, processos vão sendo desgastados e entram em obsolescência. Até relacionamentos correm o mesmo risco se não considerarem demandas que alteram a convivência e vão, aos poucos, produzindo desgaste tal até o ponto da extinção. O que funcionava tão bem agora não funciona mais. Estruturas outrora de vanguarda agora estão na retaguarda. Linguagem, preferências, ideias e outros elementos sofrem o mesmo risco.

O que fazer diante disso? Alguns não fazem nada. Preferem acompanhar o desgaste e sofrer até que finalmente sejam obrigados a admitir a extinção de algo que lhes é importante. E esse processo não é fácil. Por vezes, vem acompanhado de tristeza, revolta e uma sensação de derrota enorme. É difícil admitir que algo caminha para a obsolescência, porém é mais difícil ter de encarar o imperativo de mudanças das quais discordamos, mas que são reais e trazem desgastes que não podem ser ignorados.

O pior de todo esse processo é que, por ser muito passional, acaba tornando algumas pessoas reféns. Reféns do passado e suas glórias, de terem participado de momentos de glória através de uma estrutura que funcionava tão bem. Ou de uma instituição que foi considerada a melhor nessa ou naquela área. O fato de termos participado de algo que deu certo no passado nos leva a momentos de grande saudosismo, quando nos queixamos por não conseguirmos mais os mesmos resultados fazendo as mesmas coisas que fazíamos. E, reféns desse sentimento, tentamos com todas as nossas forças manter uma estrutura, uma visão ou um modelo. E por mais que invistamos tempo, dinheiro e talento, somos vencidos pelo desgaste e nada podemos fazer a não ser acompanhar a obsolescência.

A única receita para não ficar refém desse processo é se libertar enquanto ainda é possível. A libertação vem acompanhada por novas ideias, novas possibilidades, novos investimentos, nova visão, nova filosofia de trabalho. Isso resulta em estruturas novas, modelos diferentes, implantações, reformulações e até mesmo modificações drásticas na forma de encarar a vida. Essa libertação cria expectativas, novos sentimentos, reinvenção de nossos próprios talentos, colocados agora a serviço de algo novo. Em momentos assim, parece ouvirmos a voz do profeta Isaías dizendo “crio novos céus e nova terra; e não haverá mais lembrança das coisas passadas” (Isaías 65.17).
Em vez de reféns do que se desgastou e extinguiu, tomemos uma atitude de avanço e total envolvimento com o que está por vir. Isso, sem dúvida, terá o poder de fazer-nos sentir novamente empolgados, animados e prontos a trabalhar com alegria. Ninguém é feliz sendo refém da obsolescência. Precisamos ser libertos pelas possibilidades que estão diante de nós.

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Pessoas diferentes, reações diferentes

Cada ser humano é único. Então, por qual motivo queremos que as pessoas reajam de modo igual diante de uma mesma situação? Não seria uma grande incoerência? O natural seria esperarmos que, diante de uma mesma situação, pessoas tenham reações diferentes, manifestem sua visão pessoal da situação e se comportem de acordo com seu perfil emocional, sua educação e suas potencialidades. Mas o que acontece é que esperamos que as pessoas reajam de modo igual, e, mais especificamente, igual ao nosso. Se nós vencemos determinada situação com facilidade, esperamos que todos também a vençam com facilidade. E se foi difícil para nós alguma questão na vida, esperamos que todos enfrentem a mesma dificuldade. E, nessa expectativa que nutrimos dos outros, nos frustramos com as reações diferentes e chegamos até a criticá-las, sempre tomando como referência nossa própria reação.

Fernando Trías de Bes e seu colega Philip Kotler escreveram o livro A Bíblia da Inovação (Editora Leya, 2011). As primeiras páginas da obra falam exatamente sobre pessoas diferentes desempenhando papéis diferentes em contribuição para o sucesso de uma organização. Cada pessoa, com seu estilo, contribui para algo diferente, desde a criação até a execução. “A pessoa no lugar errado será prejuízo para o grupo” – comenta Kotler. E essa premissa servirá para várias organizações, afinal, a pessoa que não tem a condição mínima para realizar determinada tarefa, por certo, terá grande dificuldade para cumprir seu papel. E, aqui, temos, novamente, o mesmo princípio: a reação própria de cada um. Uma pessoa colocada em um lugar errado se esforçará muito para, pelo menos, cumprir a tarefa, ainda que sem qualquer brilhantismo. Já a pessoa certa poderá não apenas desenvolver a tarefa, mas, também, agregar rapidez, inovação e outros elementos, próprios de quem tem condição total para realizar a tarefa.

É necessário repensarmos nossas filosofias de locação de pessoas, promovendo mudanças, principalmente, no recrutamento. Perguntas certas devem ser feitas para elucidar, com a maior clareza possível, qual é o perfil da pessoa, onde ela poderá ter um desempenho maior e qual aptidão ela tem. Nesse processo, precisamos lembrar que, nas diferenças, temos condição de encontrar pessoas para todas as necessidades, até aquelas que nós mesmos não conseguimos atender. E, nessa mesma linha, devemos, também, lembrar que não deve haver espaço para disputas, mas sim para associações. Os diferentes não precisam se sentir maiores ou menores, mas sim diferentes. Eles devem se associar, trabalhar em conjunto, atender as demandas de acordo com seu potencial e, enfim, atingir objetivos comuns, coletivos, maiores.

Esperar por diferentes reações é louvável. Aproveitá-las é mais louvável ainda. Precisamos descobrir a beleza das diferenças e usá-las a nosso favor. Reaja de acordo com seu perfil e permita que o outro reaja de acordo com o perfil dele. Em respeito, aprenderemos que cada um, com sua diferença, pode nos ajudar e suprir nossas próprias debilidades.

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ACREDITE!

(por Guilherme Gimenez)

“Nada de esplêndido jamais foi realizado a não ser por aqueles que ousaram acreditar que algo dentro deles era superior às circunstâncias”. (Bruce Barton)

Líderes precisam de uma dose extra de coragem se desejarem alcançar grandes objetivos. Não lhes bastará a racionalidade, os números e os prognósticos. Por vezes, esses elementos são tão negativos que podem até impedir o processo criativo e estagnar qualquer possibilidade de mudança. Nesses casos, somente a coragem é capaz de produzir o ambiente adequado para que algo diferente aconteça e uma situação aparentemente sem solução seja resolvida. Coragem! Essa é a palavra do dia para os líderes, onde quer que estejam.

Há três palavras que combinam muito bem com coragem: ousadia, fé e autoconfiança.

Ousadia é a postura de enfrentamento diante do novo, do difícil e do improvável. Ousar é olhar para uma situação e enfrentá-la, por mais terrível e assustadora que seja. Líderes ousados levam seus liderados a uma condição de coragem, deixando de lado receios e abraçando as possibilidades que estão à frente, ainda que escondidas debaixo de um contexto de grandes lutas.

é o gesto de confiança nos milagres que podem acontecer. É a postura de enfrentar o impossível. A fé supera a ousadia porque está lidando com elementos que não podem ser mensurados. A fé extrapola a religiosidade e entra no campo de uma experiência com Deus que leva alguém a assumir riscos que nenhum técnico, assessor ou conselheiro concordaria. A fé, portanto, não pode ser medida por qualquer outra pessoa senão pelo próprio líder.

Autoconfiança é a condição emocional e espiritual que leva o líder a colocar sua ousadia ou fé – ou os dois – em ação. O líder autoconfiante diz: “Vamos. Eu acredito que conseguiremos”. Já o líder que não tem autoconfiança se enche de uma série de questionamentos e dúvidas, e acaba ficando paralisado diante dos desafios. A autoconfiança é tão importante que liderados serão motivados e incentivados de maneira incrível quando perceberem que seu líder acredita que é possível conquistar e ultrapassar os desafios.

Diante dessas três palavras – ousadia, fé e autoconfiança – só nos resta desafiar os líderes a terem coragem e acreditarem que está em suas mãos a vitória ou a derrota, a conquista ou o abandono e as possibilidades ou o impossível. Só há uma saída para você, líder: “Acredite”. Se você não acreditar, nada acontecerá. Mas, se você crer e encarar os desafios com coragem, muita coisa acontecerá e, por certo, muitas pessoas serão impactadas por sua fé e incentivo.

Enquanto muitos olham para as circunstâncias e desistem, os verdadeiros líderes seguem em frente, ousados, corajosos e cheios de fé.
Sejamos esses líderes!

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Estou de mãos atadas

Por Guilherme Gimenez

Ao deter um suspeito, o policial imediatamente o algema e, com isso, garante que grande parte de seus movimentos estarão sob controle. De certo modo, todos nós somos “algemados” – ou melhor, utilizando o provérbio popular, ficamos de “mãos atadas” – diante de algumas situações da vida. Queremos fazer algo, mas não podemos. E essa sensação é horrível, principalmente quando sabemos o que fazer, temos força para fazer, mas nos é impedido fazer. A sensação é realmente de estar com as mãos atadas, amarradas, acorrentadas…

Quando nos sentimos assim, começamos a perceber nossa finitude de uma maneira particular. Ter força, dinheiro, conhecimento e outros elementos não é suficiente para atingirmos nossos objetivos. Aí está nossa finitude: nem quando temos tudo podemos fazer tudo. Nem quando sabemos tudo podemos responder a todas as perguntas. Nem quando temos todo o dinheiro do mundo podemos comprar tudo o que quisermos. A nossa finitude, nesse sentido, se deve aos limites que a vida nos impõe diante da realidade do outro e de sua autonomia e liberdade. Queremos ajudar o outro, mas se ele não quiser ser ajudado, ficamos de “mãos atadas”. Queremos comprar determinado bem, mas se não nos derem a opção de compra, ficaremos de “mãos atadas”. Queremos implementar mudanças para o bem, mas se não tivermos a oportunidade de implementá-las, ficaremos de “mãos atadas”.

As “mãos atadas” refletem essa finitude de convivência, relacionamento e solidariedade da raça humana. Conhece a história de alguém que viu um familiar adoecer gravemente e morrer, mesmo tendo pago os tratamentos mais caros e tendo mais dinheiro para pagar por mais tantos outros tratamentos caso tivesse oportunidade? Esse é um bom exemplo. E, nessa mesma linha, estão os conselhos que não são recebidos, as ações que são ignoradas, o planejamento que é descartado e os gestos de amor que não podem ser dados. Nós dependemos que o outro aceite, receba, queira ou dê a chance.

O que fazer diante das “mãos atadas”? Três palavras me vêm à mente: respeito, paciência e fé. Respeito ao outro que não quer. Paciência, pois esse quadro pode mudar e, de repente, o outro nos deixará intervir. Fé de que a situação aparentemente insolúvel mudará, o problema será resolvido e tudo acabará bem. E, nesse último item, podemos destacar que, em algumas situações, mesmo de “mãos atadas”, veremos o problema ser resolvido, sem nossa intervenção. Às vezes, nos surpreenderemos como outras pessoas terão a liberdade ou oportunidade que nós não tivemos de ajudar ou, então, como uma situação acabou por resolver-se de forma muito melhor do que se tivéssemos intervido.

O respeito, a paciência e a fé não são muito fáceis. Mas uma coisa é certa: sem eles, perderemos a cabeça, cairemos em desespero ou depressão, e o pior: ainda assim, não poderemos resolver o problema. Ainda sobre a importância da fé, se as mãos estão atadas, mas os joelhos estão livres, então aproveite para dobrá-los e orar. Esse tem sido meu exercício constante quando minhas mãos estão atadas.

prgimenez@prgimenez.net

São Paulo, 27/02/2019

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Dicas e artigos de esporte

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Dicas e artigos

Lembre-se: Antes de começar qualquer atividade física, sempre consulte um médico especializado.

“…é fundamental na prevenção de lesões, através de orientações específicas para cada indivíduo e para a detecção de problemas silenciosos, que podem agravar com a prática esportiva.”  (Dr. Ranzini – ortopedista)

Algumas dicas para quem quer começar a correr:

  1. Consulte um médico em primeiro lugar. O médico é a pessoa mais indicada para dizer se tem algum problema de saúde sério ou não, alguma lesão. Converse com seu médico para esclarecer se há algum sintoma e limitação, ou seja, se você esta apto para correr ou não.
  2. Diabéticos, gestantes, pessoas com pressão alta, fumantes ou ex-fumantes, quem tem histórico familiar de doenças no coração, entre outros, devem ter liberação de um médico para iniciar qualquer atividade física, principalmente de impacto, como é o caso da corrida.
  3. Como qualquer outra atividade, correr exige alguns cuidados em relação aos equipamentos utilizados. Tenha um tênis adequado ! Isso não quer dizer que você precisa de um tênis hi-tech exageradamente caro, mas sim de um modelo esportivo, adequado ao seu tipo de pisada, para evitar lesões musculares ou em suas articulações.
  4. Beba água. Nem muito, nem pouco. Beba água antes, durante e depois da corrida, especialmente quando você correr num dia de muito sol ou se você suar muito.
  5. Se alimente antes e depois da prática esportiva. Procure orientação específica de um profissional.
  6. Não use suplementos alimentares. Apenas se alimente e beba água de forma equilibrada durante o dia inteiro. Você só deve usar suplementos em caso de prescrição e orientação médica específica.
  7. Sempre faça aquecimento antes de correr, ainda que seja caminhando lentamente por alguns minutos.
  8. Ao final do treino, sempre que possível faça alongamento. É uma boa forma de relaxar a sua musculatura após o treino.
  9. A velocidade é um dos fatores de maior causa de fadiga na corrida. Corredores iniciantes tem uma dificuldade muito maior de controlar seu ritmo. Se estiver começando agora, tente não correr em um ritmo muito acelerado. Vá com calma.
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E os longões de gente grande começaram…

No mundo da corrida de rua chamamos de “longões” aqueles treinos que nos preparam para provas mais longas (21km, 42km ou até mais) e que em geral são realizados no final de semana por demandarem mais tempo. No meu caso, como minha folga é segunda-feira, meu longão preparatório para a Maratona de Santiago se deu em uma segunda-feira… Foram 30km, treino longo de gente grande… Faltam poucas semanas para a maratona e daqui para frente tenho pelo menos mais dois treinos longos… dá um friozinho na barriga mas vamos em frente!!!!!

Assista ao vídeo do meu longão dos 30km

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EM MOMENTOS DE CRISE… MANTENHA A CALMA!

(por Guilherme Gimenez)

Uma das reações mais comuns à crise é o desespero. Algumas pessoas, ao saberem que algo não vai bem, são dominadas por esse sentimento e acabam piorando a situação. Há quem perca totalmente o equilíbrio emocional e entre em depressão ou em um estado de desesperança tal que todas as suas forças são minadas. E, obviamente, há aqueles que adoecem, até fisicamente, e acabam se rendendo à crise, totalmente sem forças para resistir.

Em momentos de crise, é necessário manter a calma. Mas, o que é calma? A maioria dos dicionários define essa palavra como ‘tranquilidade, paz ou ausência de agitação’. Calma, de fato, tem esses significados. Mas, em momentos de crise, é muito difícil ter tranquilidade ou estar isento de agitação. Quando todos estão em pânico, é difícil simplesmente descansar. E é aí que vem à mente outro sentido para a palavra calma.

Se estudarmos a origem do termo ‘calma’, veremos que a palavra é originada do latim ‘cauma’, que significa ‘o calor do meio-dia’. Esse termo do latim é originado da palavra grega ‘kauma’ – calor – que, por sua vez, é originada do verbo grego ‘kaiein’, que significa ‘queimar’. Segundo estudiosos, nossos antepassados sofriam muito com o calor do meio do dia e, então, descansavam nesse período, parando suas atividades e tirando uma famosa siesta – como dizem os espanhóis. Calma, portanto, está relacionada a uma parada estratégica para descansar quando a temperatura aumenta. E, em momentos de crise, isso acontece frequentemente. Pessoas ficam nervosas, o mercado financeiro perde o controle, relacionamentos são provados por problemas novos e a temperatura começa a aumentar. E quando a temperatura está bem alta, chega a hora da calma, a hora de parar um pouco, recuperar as forças e, dependendo do caso, o momento correto para fazer uma siesta para recuperar-se emocional, física e até espiritualmente.

Manter a calma é algo estratégico, nos ajuda a pensar enquanto a temperatura vai baixando. É momento de recuperar as forças e encontrar soluções. Momento de exercer a fé e buscar alternativas. E, então, renovados nas forças e no ânimo, continuarmos o dia, sabendo que a crise ainda poderá persistir, mas, pelo menos, estamos mais fortalecidos para enfrentá-la. O significado comum da palavra calma, que traz a ideia de ‘ausência de agitação’, também pode ser utilizado, mas pensando em nosso interior. A calma depende de apenas uma pessoa: você. E quando você consegue manter a calma, interiorizando essa paz, então o ambiente no qual está inserido terá a oportunidade de baixar a temperatura e vivenciar momentos de paz que poderão amenizar a crise, dando a todos os envolvidos condições mínimas de enfrentá-la.

Uma parada estratégica e a busca da paz interior parecem ser os dois significados mais relevantes da palavra calma. Mantenha a calma. Faça suas paradas estratégicas e mantenha-se em paz. Somente assim você conseguirá atravessar a crise e contribuir para que ela dê lugar a momentos melhores.

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ESSE É MEU TERRITÓRIO

(por Pr. Guilherme Gimenez)

Foi exatamente com essa frase que um antigo funcionário recebeu seu colega em seu primeiro dia de trabalho. Estaria ele com medo? Talvez, mas também é possível que essa fosse uma forma de deixar claro ao novato um pensamento bem discorrido pelas teorias de meritocracia, algo que costumo chamar de “segurança do tempo”.
Há uma série de artigos sobre esse pensamento; é bom deixar claro que ele atinge todos os campos possíveis, da empresa à família.
O filho mais velho, o funcionário mais antigo, o primeiro morador do prédio e o membro fundador do clube têm um sentimento comum: uma espécie de segurança adquirida pelo tempo. Inclui-se um sentimento de privilégio adquirido ou de honra especial, não propriamente por quem é ou faz, mas sim pelo tempo que está naquele ambiente. Ainda que muitos não digam, a frase que lhes vem à mente é a mesma daquele funcionário: “esse é meu território”. E, utilizando todas as ferramentas da meritocracia, essa pessoa, realmente, se sente mais importante do que os mais novos, chegando, em alguns casos, a humilhá-los em nome dessa segurança adquirida com o tempo.

É bem verdade que alguns se sentem assim também por tudo o que realizaram desde o momento que chegaram à empresa, à família, ao condomínio, à igreja ou a qualquer outro grupo social. Muitos sofreram até as dificuldades iniciais para começar um negócio; há histórias e mais histórias de quem se doou muito e, hoje, se sente mais merecedor do que aqueles que chegaram depois, praticamente para usufruir do que fora construído nos anos ou décadas anteriores.

É um sentimento comum, comenta Kevin Thom, economista da Universidade de Nova York, em uma pesquisa inovadora sobre meritocracia de Andrew Van Dam (Meritocracy in Our Society Is a Lie. Genes Reveal It’s Better to Be Born Rich Than Talented. Science Alert).
Mas, apesar de comum, é impróprio para o crescimento de um grupo social. Quando alguém se sente mais merecedor pelo que fez ou pelo tempo que ocupa um lugar, tem a tendência de resistir a novas ideias, não recebe bem os mais novos e também não trabalha de “igual para igual” em uma equipe.
É preciso ser muito maduro – comenta Kevin – para não se deixar dominar por sentimentos de superioridade e egoísmo e, assim, não atrapalhar o trabalho em equipe.

É mais saudável ter um sentimento de pertencimento não dominador, de se sentir privilegiado por estar em um lugar há mais tempo ou, então, de ter se doado mais do que outros. Esse sentimento recebe o mais novo com um coração aberto a aprender, afinal, sempre estamos recomeçando, sempre alguém estará vivenciando o que o mais velho naquele local vivenciou.
Tal sentimento também nos tira desse ambiente de competição, de desgaste emocional por nos sentirmos ameaçados pelo mais novo.
A segurança do tempo pode ser substituída pelo privilégio do tempo.
Em vez de “esse é o meu território”, pode-se dizer algo do tipo “seja bem-vindo ao nosso território.” Isso é mais solidário, ajuda mais o mais novo e também o que está há mais tempo, pois, independentemente de quanto tempo se está em algum lugar, o tempo nos impõe chegadas e saídas e, sem elas, nenhum grupo resiste ao tempo.
É um privilégio estar há mais tempo.
É uma honra ter se doado mais.
Esse sentimento será a plataforma para receber bem os mais novos, ajudá-los nos processos de integração e vê-los, daqui a algum tempo, comemorando um tempo logo ao nosso lado ou nos substituindo.

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