LIDERANÇA E ESPIRITUALIDADE

Guilherme Gimenez: Pastor, Professor, Teólogo e Maratonista

“Meia Boca”

              Por certo você já ouviu essa expressão que se refere a realizarmos algo “pela metade” ou “de qualquer maneira.” Se existe algo irritante é esse comportamento comum em muitos: realizar as coisas com uma qualidade ou quantidade inferior ao necessário ou previsto. Em vez de esforço máximo, só um pouco de esforço. Em vez de dedicação total, só um pouco de dedicação. Em vez de realizar algo com excelência, realizar de qualquer jeito. De onde vem isso? Possivelmente da cultura cada vez mais comum que criou um “meio termo” entre o péssimo e o excelente e fez dele uma medida razoável. Não é ruim e nem excelente: é meia boca! É médio! É medíocre!

              Tal cultura influenciou de modo enorme nosso comportamento profissional e até mesmo os relacionamentos de amizade ou familiares. A excelência foi desaparecendo e com isso pessoas começaram a se doar cada vez menos. E daí surgiram até casamentos “meia boca” ou educação de filhos “meia boca.” Uma das argumentações utilizada com frequência é: “para que me esforçar tanto? Farei o suficiente…” O que não se percebeu é que o ‘suficiente’ acabou se tornando o padrão máximo de entrega ou dedicação. Na verdade, criou-se uma nova excelência que há pouco tempo atrás era mediocridade.  E daqui a pouco a mediocridade de agora se tornará a excelência de amanhã e com isso vamos diminuindo cada vez mais a qualidade do que fazemos e por certo chegaremos à situação de darmos o mínimo chamando de máximo.

              Não aceite a medida do “meia boca.” Busque a excelência, o melhor, o que supera a média e por isso se destaca. Enquanto muitos dão o mínimo possível dê o máximo. Aplique-se cada vez mais no que faz e em vez de transformar o medíocre em excelente faça o contrário: que o excelente de hoje se torne o medíocre de manhã devido a uma superação constante e cada vez maior.

Guilherme Gimenez

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SUPERAÇÃO

Por Guilherme de Amorim Ávilla Gimenez

“Todos os humanos se esforçam para serem mais fortes do que realmente são, melhores do que realmente são e mais do que realmente são. Isso não é ruim… mas simplesmente não funciona” (Henry Cloud)

Conheço muitas histórias de superação, esforço pessoal e coragem. De vez em quando me inspiro nos personagens descritos nessas histórias. Tento imita-los. E, de vez em quando me frustro muito ao perceber que apesar de usar as mesmas ferramentas que eles utilizaram, simplesmente não consigo os mesmos resultados. Por quê? A resposta que tenho elaborado é a seguinte: cada um tem uma história própria e sua superação pessoal não o levará exatamente ao mesmo resultado de outras pessoas. Em outras palavras: não há um padrão de superação. Alguns se esforçarão ao máximo de seu potencial e atingirão determinados objetivos e outros, também se esforçando ao máximo, não conseguirão chegar a esses mesmos objetivos. Cada um tem sua própria história, perfil, força, garra e potencial. O máximo de um não é o máximo do outro. A superação de um não levará a mesma realidade da superação do outro. É por isso que gosto muito da frase de Henry Cloud: não é assim que as coisas funcionam. Não se mede o desempenho dessa forma. Não podemos declarar vitória ou derrota levando em conta apenas a ferramenta do esforço. Temos que levar em conta outras coisas também.

A história de superação de cada pessoa é única. Ninguém tem a mesma história. E por isso, ninguém terá o mesmo resultado do outro. Reconhecer essa verdade é algo muito libertador. É maravilhoso se esforçar ao máximo estando liberto de preconceitos e objetivos traçados em função da história de outra pessoa. Podemos nos inspirar em outros, mas não nos igualar a eles. Levando em conta a superação o máximo que conseguimos é traçar um objetivo que para nós seja desafiador – e até quase impossível – e persegui-lo com todas as nossas forças, desenvolvendo nossas habilidades e aptidões e exercitando nossa fé. Concentre-se em você e no que você pode fazer. Leve em conta sua história e lembre-se de onde veio e se desafie a chegar mais longe. Trace metas ousadas para você, ainda que não sejam tão ousadas se vistas pelos outros. Só um detalhe: não seja preguiçoso. Não se baseie pelo mínimo esforço possível. Nada de querer grandes resultados fazendo poucos esforços. A sua superação será única, mas deverá ser uma “elevação acima de si mesmo” – como diz o significado da palavra. Não espere menos do que isso: ir além de onde já chegou. E, a partir daí, siga firme e em frente, vá até os seus limites e os supere e se torne também uma história de esforço pessoal e coragem que inspirará outros a superarem seus próprios limites!

Guilherme de Amorim Ávilla Gimenez

prgimenez@prgimenez.net

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MAIS CORAGEM DE ACERTAR DO QUE MEDO DE ERRAR

Por Guilherme Gimenez (prgimenez@prgimenez.net)

Um dos melhores livros que li nesse final de ano foi A Coragem Para Liderar de Brené Brown (Editora Best Seller. 2019). Poderia citar vários aspectos do livro, mas prefiro repetir uma frase que me marcou logo no início da leitura: “precisamos de líderes mais destemidos e culturas mais corajosas” (Página 24). Ao ler isso minha mente ferveu em ideias. Comecei a pensar nos desdobramentos de uma cultura de coragem e de um perfil de liderança destemido. E, entre uma ideia e outra, construí minha própria frase, como que um resumo das ideias que iam vindo: “Para ser um líder destemido eu preciso incentivar uma cultura nova onde tentativa e erro sejam permitidos a partir de mim mesmo”. Para mim a coragem de liderar esbarra exatamente nisso: tentativa e erro. Confesso que muitas vezes eu desisti de algum projeto por medo de tentar e errar. Aliás, o medo de errar sempre foi um entrave para mim, talvez porque na escola antiga de administração fui advertido que um líder não pode errar. Que ao errar um líder perde a credibilidade. Que um pequeno erro pode inviabilizar uma carreira toda. Realmente esse foi um pensamento que dominou uma geração de líderes. E, pensando dessa forma, muitas tentativas foram deixadas de lado porque a possibilidade do erro era grande…, mas a do acerto também. Com medo de errar não tentávamos o acerto.

              Já tem um tempo que mudei radicalmente meu pensamento sobre tentativa e erro. Na verdade, comecei a tentar mais, e com isso errei mais também, mas também acertei mais. A tentativa se tornou para mim uma representação corajosa de quem deseja acertar mais do que tem medo de fracassar. E é exatamente essa a cultura que creio devemos incentivar em nossas comunidades, organizações e equipes. O medo do erro deve ser menor do que a coragem do acerto. Quanto mais temor de errar, menos tentativas. Quanto mais coragem de acertar, mais tentativas. Uma cultura que aceita tentativas deverá criar um ambiente onde não haja um massacre psicológico sobre quem tentou e errou, mas sim um incentivo e avaliação honesta que leve as pessoas a aprenderem com seus erros e tentarem de novo.  

              Ser um líder destemido é ter a coragem de tentar querendo muito acertar. É ter a coragem de perseguir o acerto, ainda que ele demande uma série de tentativas e algumas delas que resultarão em fracasso. É ter a coragem de avaliar, crescer nos erros e finalmente chegar até aos acertos. Que a coragem do acerto nos faça seguir em frente mesmo quando o fracasso chegar e que nele tenhamos apenas a reflexão necessária para corrigir o que for necessário e tentar de novo até o acerto!

Guilherme de Amorim Avilla Gimenez – 14/11/2019

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Pensamentos Rápidos com Guilherme Gimenez – Permita-se o novo

Um lugar novo… uma situação nova… uma experiência nova… O novo pode inaugurar uma situação nova em sua vida. Permita-se o novo.

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Pensamentos Rápidos com Guilherme Gimenez – Concentre-se na Beleza que se esconde no meio do Caos

Você conhece o parque do Ibirapuera em São Paulo? Ele fica na zona sul, é um lugar lindíssimo, e o detalhe é que está rodeado por prédios, avenidas e milhares de veículos indo de um lado para o outro. Estando ali e se concentrando na natureza você praticamente esquece do caos ao redor… e na vida devemos também fazer isso: nos concentrar nas coisas boas, nas experiências abençoadoras e nas pessoas que nos fazem bem. Ao fazermos isso o caos que nos cerca vai deixando de existir e conseguimos alcançar uma experiência maravilhosa de paz.

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Aventuras de bike por Sampa… 43km, de Santana até o Ibirapuera… Retornando pela Av. Paulista

Que aventura…Em plena segunda-feira pedalei 43km saindo de Santana e chegando no Ibirapuera… e na volta, alegria em pedalar pela Avenida Paulista… Trajeto quase todo em ciclofaixas e ciclovias… Passeio maravilhoso…

Aventuras de bike por sampa
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Mudanças Rápidas X Ações demoradas

Por Guilherme Gimenez

Que o mundo está mudando, isso todo mundo já percebeu. Reclamar ou questionar tais mudanças não levará a nada pois não se pode interromper esse processo que vai ganhando mais velocidade à medida que tecnologias novas vão praticamente nos obrigando a mudar e com rapidez. O questionamento mais próprio nesse momento, a meu ver, é o quanto estamos demorando para entender, absorver e finalmente agir em relação a essas mudanças. Entender é o primeiro elemento desse processo. Sem entender será difícil agir. A possibilidade de uma ação errada por falta de entendimento é grande. Mas ao mesmo tempo, se demora-se demais para entender a mudança, a possibilidade de erro também será grande, pois uma ação retardada pode chegar quando outras mudanças estão acontecendo e precisam de diferentes interações. O processo de entendimento deve ser profundo, mas também rápido. Possivelmente em uma época de tantas mudanças nunca nos sentiremos seguros o suficiente para agir, então é melhor determinar um tempo máximo para estudar o assunto e tomar as decisões cabíveis. Absorver é o processo que se segue ao entendimento. É mais ou menos “cair na real”. É perceber que a mudança tem a ver conosco e que precisamos fazer algo. Por vezes já entendemos a mudança, mas demoramos a agir porque ficamos nos perguntando se de fato devemos agir. Por vezes nem acreditamos que tal mudança nos afetará. Absorver é o processo de, tendo entendido a mudança, perceber o quanto ela mexerá conosco, nos impactará e, portanto, merece nossa atenção rápida. Agir é o último passo a ser dado. É a última barreira a ser rompida. Tendo entendido e absorvido a mudança agora é fazer o que precisa ser feito. É tomar a decisão e trabalhar. É implementar novas rotinas, trilhar caminhos novos até então e ter a coragem de enfrentar o que for preciso.

Algumas de nossas ações aparentemente serão tomadas até de modo precipitado. Mas será uma impressão com base na velocidade que as mudanças tinham há algumas décadas. Mudanças mais rápidas exigem ações também rápidas, então não se prenda aos paradigmas da noção de tempo do passado, encare o novo paradigma da rapidez e faça suas leituras do tempo a partir delas. Tenho certeza de que você terá grandes experiências no tempo e começará a controlar sua ansiedade e ao mesmo tempo o medo de agir rápido demais. Que em meio a todas essas mudanças não nos tornemos retaguarda pela demora de agir mas sempre vanguarda tomando as decisões na hora certa.

Guilherme de Amorim Ávilla Gimenez

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SUICÍDIO DE PASTORES E POSICIONAMENTO DA IGREJA

Por Guilherme de Amorim Ávilla Gimenez

Acabo de ler a notícia do suicídio do pastor Lisandro Canes da Igreja Nova Vida em Rio Grande (RS) na última segunda-feira, 23 de setembro de 2019. Já perdi a conta de quantos colegas pastores se suicidaram nesses últimos anos. Esse caso, em especial, me chamou muito a atenção. Lisandro há poucos dias atrás comentava em seu Facebook sobre o suicídio de um outro pastor, Jarrid Wilson, ocorrido alguns dias antes. Em seu comentário ele declarou: “Eu admito que nunca em toda a minha vida eu fiz algo tão esgotante e cansativo como pastorear. Nenhum trabalho ou responsabilidade consumiu mais as minhas energias e minha saúde do que liderar uma Igreja. Como pastor posso dizer que a Igreja precisa urgentemente se preocupar com o descanso e a saúde dos seus pastores.” Ao encerrar seu comentário ele faz um apelo: “Querido cristão, não abra mão de um tratamento digno com os seus pastores. Somos iguaizinhos a vocês. Se enfiarem uma faca em nós, sangraremos. Se nos machucarem sentiremos dor. Antes de pensar no pastor como um super-homem, lembre-se que existe um ser humano a Imagem de Deus atrás do púlpito. Um ser humano igualzinho a você. Que Jesus levante uma Igreja onde cuidar dos pastores não é opção, mas sim fundamental”. Tais palavras para mim foram um grito de socorro que ecoou pelas redes sociais. O pastor Lisandro sucumbiu ao esgotamento e cansaço da função pastoral. Jarrid Wilson, dias antes, também. Vários outros pastores, sofrendo as mesmas pressões, acabaram por tomar a drástica decisão de tirarem a própria vida. Por mais incômodo que isso seja para nós todos, é uma realidade que precisa ser encarada de frente. Por sua gravidade, ela tem motivado estudos, pesquisas e debates sobre a saúde mental e emocional dos pastores.

O Instituto FASICLD (The Francis A. Schaeffer Institute of Church Leadership Development), dos Estados Unidos, tem liderado pesquisas acerca da saúde mental de líderes religiosos nos Estados Unidos. Alguns dados colhidos em pesquisa realizada diretamente com os pastores são alarmantes: 70% dos pastores lutam constantemente com a depressão, e 71% estão “esgotados” física e mentalmente. Ainda de acordo com esta pesquisa, 80% dos pastores acreditam que o ministério pastoral afeta negativamente suas famílias e 70% dizem não ter um amigo próximo (Portal Raízes. Setembro de 2019).

No documento “STATISTICS ON PASTORS: 2016 UPDATE” produzido pelo mesmo instituto outros dados revelam o estado emocional em que líderes religiosos se encontravam em 2016: “35% dos pastores lutam constantemente contra a depressão, 43% se dizem estressados, 34% sentem-se “sempre desencorajados”, 24% acham que seu trabalho tem efeito negativo na família e 58% dizem não ter amigos bons e verdadeiros. 50% lidam com algum problema de saúde e mais da metade (52%) sentem-se incapazes de satisfazer as expectativas da igreja. Esses são dados de 2016 e aparentemente a situação não melhorou. Pelo contrário, no mundo inteiro os casos de depressão aumentaram e isso por certo atingiu também os pastores e líderes religiosos.

Não temos pesquisas brasileiras sobre a situação dos pastores, mas ouso dizer que os pastores brasileiros não estão em situação melhor que a dos norte-americanos. A situação exposta acima tem gerado pela primeira vez a discussão desse tema entre os próprios pastores e nas igrejas. Palestras tem sido feitas, programas de aconselhamento oferecidos e há uma preocupação das diferentes denominações evangélicas e suas respectivas organizações – Ordens de pastores – em dialogar e mostrar preocupação pela saúde mental e emocional dos pastores. Essa é a primeira resposta e digna de reconhecimento e elogio. Mas creio que não seja suficiente. De algum modo as igrejas precisam ser alertadas sobre o cuidado para com os pastores. É lá na igreja local onde está o problema. É lá que sentimentos como os do Pastor Lisandro Canes afloram e geram a dor que leva um defensor da vida a tirar a sua própria.

O ser humano chamado ‘pastor’ precisa de cuidado. Ao lidar com as mais variadas situações e atender os mais diferentes problemas, seu desgaste emocional é muito grande e por vezes nem ele percebe o quanto está enfermo de suas emoções e o quanto precisa de ajuda. Sabemos que esse processo de ajudar não é simples e inclusive exige que o pastor queira ser ajudado, o que nem sempre acontece. Mas, existem algumas boas práticas que ajudam indiretamente e promovem o bem-estar emocional dos pastores. Tais práticas não exigem profissionalismo e sim amor, preocupação e atenção por parte da igreja. Talvez esteja na igreja a receita de saúde para os pastores.

Proponho algumas ações que líderes de nossas igrejas podem desenvolver. Não é uma lista grande, poucos itens já são importantes e atuarão como remédio na vida do pastor e outros ministros dedicados integralmente ao ministério. Tais ações são propostas a partir da observação pessoal, de conversa com pastores e da minha própria pesquisa veiculada no livro de minha autoria A Crise no Ministério Pastoral: Alternativas de diálogo entre a vocação e as crises ministeriais (Credo Ediciones. 2019).

1. Escolha de um representante da igreja que acompanhe o pastor

Pastores não precisam de juízes ou críticos oficiais, eles já os têm em abundância. Pastores precisam de amigos, parceiros, pessoas com quem possam se abrir e compartilhar suas dores e até mesmo necessidades. Ainda que esse seja um movimento espontâneo, de amizade e afinidade, proponho que a igreja tenha alguém que constantemente converse com o pastor, que se responsabilize por verificar como ele está e quais são as necessidades que porventura lhe preocupem. É difícil para os pastores se exporem e pedirem ajuda, ou então compartilharem questões mais íntimas, por isso alguém que tenha a iniciativa ajudará bastante nesse processo. Uma pessoa discreta, amiga, que entenda a humanidade do pastor e tenha um olhar cuidadoso será uma bênção na vida do pastor e família, podendo se antecipar às necessidades ou condição emocional que indiquem a urgência de ajuda e ação da igreja para com ele.

2. Valorização pública do pastor

Pastores não precisam e não querem fãs e nem bajulação. Mas, isso não significa que não precisem e queiram valorização. O mundo corporativo tem investido cada vez mais na valorização de seus funcionários por perceber que o reforço emocional positivo produz efeitos fantásticos em produtividade e compromisso. A valorização do pastor traz efeitos semelhantes. Por sua posição pública, a valorização deve igualmente ser pública. Uma palavra de encorajamento, um mimo, um reconhecimento que custe caro à igreja darão ao pastor a sensação de que ele é importante, e que vale a pena seu desgaste em favor do Reino e daquelas pessoas a quem ministra. Infelizmente algumas igrejas foram doutrinadas a não valorizarem seus pastores para que não se tornassem “vaidosos.” Se um ou outro pastor se torna vaidoso, isso é uma fraqueza emocional daquele pastor em particular. Pastores precisam do reforço emocional positivo para que se sintam reconhecidos, e isso não é pecado, antes, uma demonstração de amor, que tem efeitos não apenas na vida do pastor, mas de toda a sua família. Datas comemorativas, participação em eventos de valor não apenas teológico, mas também lúdico, podem gerar um entusiasmo que se transformará em benefícios para a própria igreja local.

3. Oferecer Segurança ao Pastor

Na pirâmide de hierarquia das necessidades de Maslow encontramos na base as necessidades fisiológicas. Logo em seguida temos a necessidade de segurança, e aqui algumas igrejas já falham por não atentarem para pequenos detalhes que fazem toda a diferença. Ninguém – nem mesmo o pastor – trabalha com alegria e entusiasmo se sentir-se inseguro. E muitas igrejas sem perceber criam um ambiente de insegurança constante ao pastor – e até para sua família – quando por meio de exigências descabidas e críticas excessivas fazem o pastor cobrar-se constantemente e encher-se de culpa por tudo, levando-o a pensar se na próxima assembleia ou reunião da liderança será demitido. Alguns pequenos gestos podem dar ao pastor muita segurança no desempenho do ministério. Oferecer um feedback amoroso e respeitoso, poupar o pastor de desgastes desnecessários, trabalhar lado a lado em parceria e outras pequenas ações dão segurança. E aqui vale a pena lembrar das condições de trabalho. A igreja deve ser educada a dar o melhor para o pastor e não o pior. Honrar o pastor nesse sentido é valorizar o ministério pastoral e o homem pastor.

4. Reconhecer a humanidade do pastor – Desconstruir o mito e construir uma referência ministerial

Pastores não são anjos: são pessoas. Eles acertam e erram. São falhos, mas também realizam coisas incríveis. São como qualquer outro ser humano. Sua chamada e vocação não os transforma em seres “ultra-humanos” ou “sub-humanos.” Quando a igreja reconhece a humanidade do pastor a partir de seus líderes, ela pode finalmente desconstruir o mito pastoral – que não é ensinado na Bíblia – e construir uma referência ministerial, destacando a figura do servo dedicado e que ouve a voz de Deus, servindo-o com alegria. Reconhecer essa humanidade esbarrará em atitudes práticas como entender os limites de um ser humano no trabalho. A liderança pode – e deve – ensinar a igreja que pastores também precisam de horário para suas rotinas pessoais e de sua família. É bem verdade que parte da culpa do mito pastoral é dos próprios pastores, que não tiveram a coragem de admitir sua humanidade. Quiseram ser mais fortes do que o próprio Jesus, que se fez homem e abraçou a humanidade em toda sua realidade. Esse é um trabalho lento, depende do pastor e liderança, mas pode ser construído em um ambiente de amor e graça.

5. Construção de um ambiente de graça

Não é utopia desejar um ambiente de graça entre pastor, liderança e igreja. Isso é o ideal e o que se espera entre irmãos. Um ambiente de amizade, companheirismo, amor cristão e parceria. Pastor e liderança não são adversários, estão do mesmo lado e por isso devem construir um ambiente favorável ao trabalho em conjunto. O que se vê em muitas igrejas é um ambiente hostil, marcado por reuniões tensas e discussões recheadas de acusações. Há casos em que pastores vão para assembleias de igreja ou reuniões de liderança em um estado de total estresse porque sabem que o ambiente será de “guerra santa” e não graça. Em um ambiente de graça é possível conversar sobre tudo, fazer avaliações profundas sobre qualquer assunto e tomar decisões dificílimas. E isso sem ferir, sem acusar, sem maltratar o outro. Há casos e mais casos de pastores que foram agredidos verbalmente e sofreram bullying (isso mesmo, essa é a palavra correta) por parte de líderes e irmãos da igreja. A liderança não pode permitir o massacre emocional do pastor e sua família e muito menos promover isso. Um ambiente de graça dá ao pastor e igreja a estrutura necessária para trabalharem de maneira sinérgica, entrosada e frutífera.

6. Tratar as doenças emocionais sem preconceito

Se o pastor apresentar sinais de depressão, então é momento de a liderança agir com rapidez, auxiliando-o na escolha de um profissional adequado e oferecendo ajuda, companheirismo e compreensão. Vários pastores esconderam a depressão por muito tempo e quando foram se tratar já era tarde demais. A liderança da igreja não deve esconder a enfermidade do pastor nem tão pouco expor as fragilidades do pastor em público. Um período de licença pode ajudar nesse processo. E absorver tarefas pastorais também ameniza o peso desse momento. Tratando-se adequadamente, o pastor experimentará cura e poderá novamente seguir em seus desafios ministeriais.

Em pleno “Setembro Amarelo”, mês de conscientização sobre o suicídio, a igreja é desafiada a considerar a realidade de vida de seus pastores, enxergando-os como seres humanos e oferecendo aquilo que qualquer ser humano precisa: o companheirismo de outro ser humano. E, em nosso ambiente de igreja, somemos a isso a verdadeira comunhão cristã, o verdadeiro amor e “a paz de Deus, para a qual também fomos chamados em um corpo” (Colossenses 3:15).

De um pastor preocupado com seus colegas e consciente de sua humanidade,

Guilherme de Amorim Ávilla Gimenez

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Passeio de bike… De Santana até o final da Avenida Sumaré. 22km

Dia de folga… dia de passeio de bike por Sampa. Não foi um passeio tão longo, apenas 22km mas valeu a pena. Saí de Santana, Zona Norte de São Paulo, e fui até o final da Avenida Sumaré. Utilizei apenas ciclovias ou ciclofaixas. Descida da Avenida Sumaré de Bike é sensacional, emoção única, uma delícia… Aos poucos estou aprendendo a andar de bike. Confira a aventura…

Passeio de bike por Sampa
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Pensamentos Rápidos… Novas Coisas e Novas Habilidades

Comecei a andar de bike… quero ver no que vai dar… um novo esporte, novas habilidades e espero ter novos resultados. Andar de bike é excelente! Mas, quais serão os resultados? Será melhor ou pior para mim? Sei lá… agora é seguir em frente e ver o resultado.

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