LIDERANÇA E ESPIRITUALIDADE

Guilherme Gimenez: Pastor, Professor, Teólogo e Maratonista

Mês: abril 2019

TREINO DE 15KM…

Preparação para a Mizuno Uphill 2019

Depois da Maratona de Santiago os treinos longos voltaram… tudo bem que não tão longos assim, afinal, estamos falando de 15km, mas já pode-se dizer que é pelo menos um “longuinho…”
Nesse treino volto a um trajeto já conhecido, porém com mais velocidade. Passei bem pelo meio do Show da Igreja da Graça que era realizado no Sábado de Páscoa no Campo de Marte…

Assista o vídeo
Curta os melhores momentos desse treino de 1H26M.

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A dor dos 37km

No último dia 07 de abril de 2019 corri minha primeira maratona. Que experiência incrível! Foram 4 meses de preparação que incluíram uma série de mudanças, desde alimentares (perdi 12 quilos com a dieta Low Carb) até mesmo na rotina, acordando aos sábados às 4 horas da manhã para fazer os treinos longos. Tudo valeu a pena! Em pleno domingo estava eu lá no centro de Santiago de Chile para correr os 42km da Maratona de Santiago. Eu e mais 33.000 corredores. Ás 8:00 horas da manhã começou o maior teste de resistência física e emocional que eu teria até então em meus 48 anos de idade. Sol forte durante todo o trajeto, clima muito seco e o desgaste natural que a corrida traz à cada km. A corrida foi evoluindo, e a cada km o sonho ia se tornando realidade. 5, 10, 15, 21, 25, 30, 35 km… Cansado mas firme… E aos poucos comecei a sentir o famoso efeito “muro” que é tão falado pelos maratonistas. Por volta dos 30-37 km um cansaço extremo, associado com dor e uma vontade enorme de desistir vai tomando conta do corredor e é nesse momento que muitos desistem. Meu muro aconteceu aos 37km… Estava animado, cansado mas firme, porém as dores que comecei a sentir se transformaram em meu “muro” pessoal. Que dor!!! De repente parecia que os km ficavam mais longos. Sentia minhas pernas fraquejarem, minhas costas doíam, meus pés, minhas coxas… Que dor!!! Cheguei a gemer, gritar e por mais de uma vez passou pela minha mente a vontade de parar para aliviar o sofrimento. Não parei. Continuei firme mesmo dolorido. Foram os 3 km mais sofridos de todo o percurso. Até que, milagrosamente, ao chegar no km 40, a dor sumiu. Sem exageros da minha parte, a dor sumiu totalmente. Estava cansado, exausto, mas se dor. E aí, já na reta final, corri os 2km mais rápidos de toda a maratona. Parecia que estava começando a correr naquele momento. Eu não acreditava no que estava acontecendo… Eu havia vencido a dor e mais do que isso, estava super bem para encerrar a maratona tão sonhada. Valeu a pena superar a dor e não desistir. Uma lição aprendida com isso: a dor não é sinônimo de “está tudo acabado.” A dor não é a linha final mas apenas um momento que a antecede. Resistir à dor é necessário, ainda que momentaneamente pareça impossível. Você pode superar a dor. Pode seguir em frente mesmo com dor. E pode, depois do seu “muro” (seja ele qual for), ter momentos triunfais, fascinantes, maravilhosos da sua vida. Minha principal lição da Maratona de Santiago foi essa: é possível vencer a dor e encerrar a prova. Funcionou para uma maratona, funcionará para vida também.MDS19-690477

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Sou Maratonista…

07 de Abril de 2019… cidade de Santiago no Chile… Maratona de Santiago 2019… Na somatória desses elementos nasceu um maratonista: eu!!! Nem acredito que consegui correr os 42 km da maratona… Clima seco, sol quente do começo ao final, as famosas dores da maratona… tudo isso e, claro, uma emoção ímpar que conseguiu me levar adiante até o final.

Agradeço a Deus por essa grande bênção, uma vitória de superação na minha história pessoal de vida. Fiz um vídeo tentando registrar toda a emoção. Assista se puder e compartilhe dessa grande alegria que estou sentindo!!!!

Assista aqui o vídeo:

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Outra Chance

Você já cometeu uma grande falha e se sente continuamente arrependido do que fez? Tenho impressão de que todos nós já cometemos uma falha assim, daquelas que marcaram nossa história e a de outros. Essas falhas, dependendo de sua natureza, nos causam vergonha, dor, grande tristeza e, em alguns casos, ameaçam destruir nossa autoestima. Há histórias e mais histórias de pessoas que nunca mais foram as mesmas depois de uma falha. E, por não se perdoarem, passam a vida inteira sem atingir a plenitude da paz ou alegria.

Errar faz parte da humanidade. Todos erram e todos sabem disso. Mas, por algum motivo, dois grandes fenômenos acontecem diante de nossas falhas: não nos perdoamos e/ou não nos perdoam. E, aqui, o verbo perdoar representa uma série de outros que têm a mesma conotação: a falta de superação diante de um erro. O que fazer para mudar esse ciclo terrível de tristeza e baixa autoestima diante dos erros? A expressão que me vem à mente é: “dar outra chance”. A nós e aos outros. O erro, a falha e o deslize podem e devem tornar-se impulso para mudanças significativas, mas elas só vêm quando damos outra chance aos outros e a nós.

Outra chance para nós mesmos só acontece quando reconhecemos nossos erros e falhas e os admitimos a nós mesmos bem como àqueles a quem ferimos, magoamos ou entristecemos. Negar o erro não cria novas chances. Admiti-los e confrontá-los é necessário para começarmos um processo de cura, de resolução, de enfrentamento e mudança. Nesse processo, temos que encarar-nos diante do espelho e dizermos para nós mesmos: falhei, mas não quero continuar do mesmo jeito. Feri pessoas, mas não quero ferir mais. Cometi um grande erro, mas, a partir daqui, tentarei cometer grandes acertos. Faz parte do mesmo processo olhar para o outro e pedir perdão, ainda que o outro esteja muito chateado, magoado, furioso e aborrecido. Se ele irá nos dar uma chance ou não é outra história, faz parte da decisão dele. O que deve ser feito é olhar, falar e, por conseguinte, dar uma nova chance ao relacionamento, que poderá ou não ser aproveitada pelo outro.

E, sobre o outro nos dar uma nova chance, sempre será uma incógnita. Talvez a nova chance seja um recomeço, nos mesmos termos do passado. Talvez seja reinventar o relacionamento. Talvez seja uma fórmula, um novo modelo ou mesmo um rompimento. Às vezes, a nova chance será um relacionamento totalmente novo. Diferente de tudo o que vivemos. Então, a questão é estar preparado para o que começará a partir da nova chance, e, como o nome diz, é nova chance, então, devemos estar prontos a receber o que está por vir, ainda que seja diferente do que gostaríamos de experimentar.

Outra chance para nós e para os outros. Se preferir, também pode chamar isso de perdão ou reconciliação.

Por Guilherme de Amorim Ávilla Gimenez

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