LIDERANÇA E ESPIRITUALIDADE

Guilherme Gimenez: pastor, professor, teólogo e Atleta

Categoria: reflexões (page 1 of 2)

REFÉNS DA OBSOLESCÊNCIA

(por Guilherme Gimenez)

“O maior desafio das mudanças é perceber que algumas delas não são opcionais. Ou mudamos ou então ficamos reféns da obsolescência”.
(John Terry)

Redução gradativa e consequente desaparecimento. Esse é um dos significados da palavra ‘obsolescência’.
Ela indica o final de um processo que resulta em sua extinção. Na medicina, pode indicar a atrofia de tecidos, motivada por esclerose. Na tecnologia, pode indicar a total inutilidade de um processo devido ao avanço de novas tecnologias. E na liderança, pode indicar o desastre organizacional motivado pelo uso de ferramentas ou estruturas que não conseguem mais atingir os resultados satisfatórios diante de um novo momento histórico.

A obsolescência é um fenômeno que aparece constantemente na história da humanidade. De tempos em tempos, processos vão sendo desgastados e entram em obsolescência. Até relacionamentos correm o mesmo risco se não considerarem demandas que alteram a convivência e vão, aos poucos, produzindo desgaste tal até o ponto da extinção. O que funcionava tão bem agora não funciona mais. Estruturas outrora de vanguarda agora estão na retaguarda. Linguagem, preferências, ideias e outros elementos sofrem o mesmo risco.

O que fazer diante disso? Alguns não fazem nada. Preferem acompanhar o desgaste e sofrer até que finalmente sejam obrigados a admitir a extinção de algo que lhes é importante. E esse processo não é fácil. Por vezes, vem acompanhado de tristeza, revolta e uma sensação de derrota enorme. É difícil admitir que algo caminha para a obsolescência, porém é mais difícil ter de encarar o imperativo de mudanças das quais discordamos, mas que são reais e trazem desgastes que não podem ser ignorados.

O pior de todo esse processo é que, por ser muito passional, acaba tornando algumas pessoas reféns. Reféns do passado e suas glórias, de terem participado de momentos de glória através de uma estrutura que funcionava tão bem. Ou de uma instituição que foi considerada a melhor nessa ou naquela área. O fato de termos participado de algo que deu certo no passado nos leva a momentos de grande saudosismo, quando nos queixamos por não conseguirmos mais os mesmos resultados fazendo as mesmas coisas que fazíamos. E, reféns desse sentimento, tentamos com todas as nossas forças manter uma estrutura, uma visão ou um modelo. E por mais que invistamos tempo, dinheiro e talento, somos vencidos pelo desgaste e nada podemos fazer a não ser acompanhar a obsolescência.

A única receita para não ficar refém desse processo é se libertar enquanto ainda é possível. A libertação vem acompanhada por novas ideias, novas possibilidades, novos investimentos, nova visão, nova filosofia de trabalho. Isso resulta em estruturas novas, modelos diferentes, implantações, reformulações e até mesmo modificações drásticas na forma de encarar a vida. Essa libertação cria expectativas, novos sentimentos, reinvenção de nossos próprios talentos, colocados agora a serviço de algo novo. Em momentos assim, parece ouvirmos a voz do profeta Isaías dizendo “crio novos céus e nova terra; e não haverá mais lembrança das coisas passadas” (Isaías 65.17).
Em vez de reféns do que se desgastou e extinguiu, tomemos uma atitude de avanço e total envolvimento com o que está por vir. Isso, sem dúvida, terá o poder de fazer-nos sentir novamente empolgados, animados e prontos a trabalhar com alegria. Ninguém é feliz sendo refém da obsolescência. Precisamos ser libertos pelas possibilidades que estão diante de nós.

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5+

ACREDITE!

(por Guilherme Gimenez)

“Nada de esplêndido jamais foi realizado a não ser por aqueles que ousaram acreditar que algo dentro deles era superior às circunstâncias”. (Bruce Barton)

Líderes precisam de uma dose extra de coragem se desejarem alcançar grandes objetivos. Não lhes bastará a racionalidade, os números e os prognósticos. Por vezes, esses elementos são tão negativos que podem até impedir o processo criativo e estagnar qualquer possibilidade de mudança. Nesses casos, somente a coragem é capaz de produzir o ambiente adequado para que algo diferente aconteça e uma situação aparentemente sem solução seja resolvida. Coragem! Essa é a palavra do dia para os líderes, onde quer que estejam.

Há três palavras que combinam muito bem com coragem: ousadia, fé e autoconfiança.

Ousadia é a postura de enfrentamento diante do novo, do difícil e do improvável. Ousar é olhar para uma situação e enfrentá-la, por mais terrível e assustadora que seja. Líderes ousados levam seus liderados a uma condição de coragem, deixando de lado receios e abraçando as possibilidades que estão à frente, ainda que escondidas debaixo de um contexto de grandes lutas.

é o gesto de confiança nos milagres que podem acontecer. É a postura de enfrentar o impossível. A fé supera a ousadia porque está lidando com elementos que não podem ser mensurados. A fé extrapola a religiosidade e entra no campo de uma experiência com Deus que leva alguém a assumir riscos que nenhum técnico, assessor ou conselheiro concordaria. A fé, portanto, não pode ser medida por qualquer outra pessoa senão pelo próprio líder.

Autoconfiança é a condição emocional e espiritual que leva o líder a colocar sua ousadia ou fé – ou os dois – em ação. O líder autoconfiante diz: “Vamos. Eu acredito que conseguiremos”. Já o líder que não tem autoconfiança se enche de uma série de questionamentos e dúvidas, e acaba ficando paralisado diante dos desafios. A autoconfiança é tão importante que liderados serão motivados e incentivados de maneira incrível quando perceberem que seu líder acredita que é possível conquistar e ultrapassar os desafios.

Diante dessas três palavras – ousadia, fé e autoconfiança – só nos resta desafiar os líderes a terem coragem e acreditarem que está em suas mãos a vitória ou a derrota, a conquista ou o abandono e as possibilidades ou o impossível. Só há uma saída para você, líder: “Acredite”. Se você não acreditar, nada acontecerá. Mas, se você crer e encarar os desafios com coragem, muita coisa acontecerá e, por certo, muitas pessoas serão impactadas por sua fé e incentivo.

Enquanto muitos olham para as circunstâncias e desistem, os verdadeiros líderes seguem em frente, ousados, corajosos e cheios de fé.
Sejamos esses líderes!

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4+

EM MOMENTOS DE CRISE… MANTENHA A CALMA!

(por Guilherme Gimenez)

Uma das reações mais comuns à crise é o desespero. Algumas pessoas, ao saberem que algo não vai bem, são dominadas por esse sentimento e acabam piorando a situação. Há quem perca totalmente o equilíbrio emocional e entre em depressão ou em um estado de desesperança tal que todas as suas forças são minadas. E, obviamente, há aqueles que adoecem, até fisicamente, e acabam se rendendo à crise, totalmente sem forças para resistir.

Em momentos de crise, é necessário manter a calma. Mas, o que é calma? A maioria dos dicionários define essa palavra como ‘tranquilidade, paz ou ausência de agitação’. Calma, de fato, tem esses significados. Mas, em momentos de crise, é muito difícil ter tranquilidade ou estar isento de agitação. Quando todos estão em pânico, é difícil simplesmente descansar. E é aí que vem à mente outro sentido para a palavra calma.

Se estudarmos a origem do termo ‘calma’, veremos que a palavra é originada do latim ‘cauma’, que significa ‘o calor do meio-dia’. Esse termo do latim é originado da palavra grega ‘kauma’ – calor – que, por sua vez, é originada do verbo grego ‘kaiein’, que significa ‘queimar’. Segundo estudiosos, nossos antepassados sofriam muito com o calor do meio do dia e, então, descansavam nesse período, parando suas atividades e tirando uma famosa siesta – como dizem os espanhóis. Calma, portanto, está relacionada a uma parada estratégica para descansar quando a temperatura aumenta. E, em momentos de crise, isso acontece frequentemente. Pessoas ficam nervosas, o mercado financeiro perde o controle, relacionamentos são provados por problemas novos e a temperatura começa a aumentar. E quando a temperatura está bem alta, chega a hora da calma, a hora de parar um pouco, recuperar as forças e, dependendo do caso, o momento correto para fazer uma siesta para recuperar-se emocional, física e até espiritualmente.

Manter a calma é algo estratégico, nos ajuda a pensar enquanto a temperatura vai baixando. É momento de recuperar as forças e encontrar soluções. Momento de exercer a fé e buscar alternativas. E, então, renovados nas forças e no ânimo, continuarmos o dia, sabendo que a crise ainda poderá persistir, mas, pelo menos, estamos mais fortalecidos para enfrentá-la. O significado comum da palavra calma, que traz a ideia de ‘ausência de agitação’, também pode ser utilizado, mas pensando em nosso interior. A calma depende de apenas uma pessoa: você. E quando você consegue manter a calma, interiorizando essa paz, então o ambiente no qual está inserido terá a oportunidade de baixar a temperatura e vivenciar momentos de paz que poderão amenizar a crise, dando a todos os envolvidos condições mínimas de enfrentá-la.

Uma parada estratégica e a busca da paz interior parecem ser os dois significados mais relevantes da palavra calma. Mantenha a calma. Faça suas paradas estratégicas e mantenha-se em paz. Somente assim você conseguirá atravessar a crise e contribuir para que ela dê lugar a momentos melhores.

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ESSE É MEU TERRITÓRIO

(por Pr. Guilherme Gimenez)

Foi exatamente com essa frase que um antigo funcionário recebeu seu colega em seu primeiro dia de trabalho. Estaria ele com medo? Talvez, mas também é possível que essa fosse uma forma de deixar claro ao novato um pensamento bem discorrido pelas teorias de meritocracia, algo que costumo chamar de “segurança do tempo”.
Há uma série de artigos sobre esse pensamento; é bom deixar claro que ele atinge todos os campos possíveis, da empresa à família.
O filho mais velho, o funcionário mais antigo, o primeiro morador do prédio e o membro fundador do clube têm um sentimento comum: uma espécie de segurança adquirida pelo tempo. Inclui-se um sentimento de privilégio adquirido ou de honra especial, não propriamente por quem é ou faz, mas sim pelo tempo que está naquele ambiente. Ainda que muitos não digam, a frase que lhes vem à mente é a mesma daquele funcionário: “esse é meu território”. E, utilizando todas as ferramentas da meritocracia, essa pessoa, realmente, se sente mais importante do que os mais novos, chegando, em alguns casos, a humilhá-los em nome dessa segurança adquirida com o tempo.

É bem verdade que alguns se sentem assim também por tudo o que realizaram desde o momento que chegaram à empresa, à família, ao condomínio, à igreja ou a qualquer outro grupo social. Muitos sofreram até as dificuldades iniciais para começar um negócio; há histórias e mais histórias de quem se doou muito e, hoje, se sente mais merecedor do que aqueles que chegaram depois, praticamente para usufruir do que fora construído nos anos ou décadas anteriores.

É um sentimento comum, comenta Kevin Thom, economista da Universidade de Nova York, em uma pesquisa inovadora sobre meritocracia de Andrew Van Dam (Meritocracy in Our Society Is a Lie. Genes Reveal It’s Better to Be Born Rich Than Talented. Science Alert).
Mas, apesar de comum, é impróprio para o crescimento de um grupo social. Quando alguém se sente mais merecedor pelo que fez ou pelo tempo que ocupa um lugar, tem a tendência de resistir a novas ideias, não recebe bem os mais novos e também não trabalha de “igual para igual” em uma equipe.
É preciso ser muito maduro – comenta Kevin – para não se deixar dominar por sentimentos de superioridade e egoísmo e, assim, não atrapalhar o trabalho em equipe.

É mais saudável ter um sentimento de pertencimento não dominador, de se sentir privilegiado por estar em um lugar há mais tempo ou, então, de ter se doado mais do que outros. Esse sentimento recebe o mais novo com um coração aberto a aprender, afinal, sempre estamos recomeçando, sempre alguém estará vivenciando o que o mais velho naquele local vivenciou.
Tal sentimento também nos tira desse ambiente de competição, de desgaste emocional por nos sentirmos ameaçados pelo mais novo.
A segurança do tempo pode ser substituída pelo privilégio do tempo.
Em vez de “esse é o meu território”, pode-se dizer algo do tipo “seja bem-vindo ao nosso território.” Isso é mais solidário, ajuda mais o mais novo e também o que está há mais tempo, pois, independentemente de quanto tempo se está em algum lugar, o tempo nos impõe chegadas e saídas e, sem elas, nenhum grupo resiste ao tempo.
É um privilégio estar há mais tempo.
É uma honra ter se doado mais.
Esse sentimento será a plataforma para receber bem os mais novos, ajudá-los nos processos de integração e vê-los, daqui a algum tempo, comemorando um tempo logo ao nosso lado ou nos substituindo.

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7+

MENSAGEM DA SEMANA – BRUMADINHO, FLAMENGO E BOECHAT – O ENREDO DA TRAGÉDIA

(por Pr. Guilherme Gimenez)

Em poucos dias, foram três tragédias. Por horas a fio, a televisão mostrou imagens direto de Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo. Em todas elas, as cenas eram parecidas e tinham o enredo tristonho da tragédia. A morte pegou todo mundo de surpresa. Alguns anônimos, como os trabalhadores de Brumadinho. Outros buscando a fama, como os meninos do Flamengo. E um já bem conhecido na mídia brasileira, o jornalista da TV Bandeirantes. Velórios, famílias enlutadas, perguntas sem resposta, tristeza, e por aí vai o enredo da tragédia. Nesse enredo, algumas lições se repetem:

A Tragédia, por mais que esperada, sempre surpreende. Por mais que os alojamentos não tivessem as condições adequadas, ou que a empresa dona do helicóptero não tivesse autorização para levar passageiros, ou a barragem já desse sinais de excesso de água, ainda assim, a tragédia sempre surpreende. Ninguém acredita que possa acontecer, ainda que tema que aconteça.

A Tragédia não faz acepção de pessoas. Ela é solidária a todos, escolhe ricos, pobres, famosos ou indigentes. Escolhe quem está preparado ou não para a morte. Quem tem herança ou dívidas para deixar. Escolhe alguém que parte para a eternidade sozinho ou com seus colegas de quarto ou companheiros de trabalho. Qualquer um pode ser seu alvo.

A Tragédia não aguarda qualquer preparação. Ela não espera um helicóptero pousar, funcionários terminarem o almoço ou meninos acordarem pela manhã. Ela vem sem dizer a hora e, portanto, não dá a dádiva da preparação, da inserção de sua chegada na agenda em um momento que nos pareça mais próprio. Ela não faz perguntas do tipo: “Está preparado?” E também não questiona familiares ou amigos se estes estão prontos para fazer um velório, aguardar por um corpo que está debaixo de destroços ou reconhecer alguém no IML.

A Tragédia é um alerta! Sobre a brevidade da vida. Sobre a necessidade de estar preparado para a morte. Sobre as limitações humanas. Sobre as surpresas desagradáveis que a vida pode nos trazer. A tragédia é uma das maiores incentivadoras para alguém cuidar de si e dos outros. Para alguém repensar hoje seus valores e intensões. Para alguém pedir perdão, confessar seus erros e buscar viver o hoje que Deus permite. Tragédias são educativas. Mas para quem? Para nós, que choramos nossos mortos ou assistimos pela televisão sua chegada. Para os que fazem parte de seu enredo, não há aprendizado, a não ser na eternidade. Então, o que podemos aprender com as tragédias mais recentes? Pense, ore sobre e tome as atitudes necessárias.

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13+

NÃO BASTA FORÇA E CORAGEM: É PRECISO OBEDIÊNCIA TAMBÉM.

Quando Deus chamou Josué e lhe incumbiu a tarefa desafiadora de entrar com o povo de Israel na terra prometida, fez um pedido muito especial a ele: “Não deixe de falar as palavras deste Livro da Lei e de meditar nelas de dia e de noite, para que você cumpra fielmente tudo o que nele está escrito. Só então os seus caminhos prosperarão e você será bem-sucedido” (Josué 1.8).
Esse pedido mostra como Deus estava interessado não apenas com a entrada na terra prometida, mas também com a estadia alí.

Não bastava ser forte e corajoso: era importante também obedecer a Deus em tudo, para que a permanência naquele local tão especial fosse abençoado.

Por vezes, pedimos coragem e força a Deus para encarar um desafio. Mas, quando conseguimos chegar lá, esquecemos de quem nos deu a vitória e acabamos vivendo uma vida que não agrada ao Senhor. Isso nos torna novamente fracos e sem condições de vencer outros desafios, pois somente pela Palavra de Deus é que temos condições de verdadeiramente mantermo-nos firmes e com coragem para lutar.

Siga firme com o Senhor e, através da Bíblia, mantenha seu foco em fazer a vontade de Deus. Depois do grande desafio virá sempre a chance de manter-se ligado a Deus através da Bíblia Sagrada, que nos garante uma vida de bênçãos até em meio às lutas da vida.

Não basta força e coragem: precisamos obedecer a Deus também.

Pr Guilherme Gimenez

7+

PERDÃO, GRAÇA E RESTAURAÇÃO

Dizer que a família pós moderna vive em um verdadeiro ‘caos’ não é novidade.
O que no passado assustava, hoje se tornou tão comum que assuntos como divórcio, infidelidade, abandono de recém-nascidos, violência doméstica e outros já fazem parte de nossas conversas e são a realidade de nossos vizinhos, irmãos em Cristo e familiares. Parece que as palavras de Jesus se tornam cada vez mais reais em nossa sociedade: “devido ao aumento da maldade, o amor de muitos esfriará”(Mateus 24:12). Falta de amor e frieza fazem parte da dinâmica de muitas famílias.

O Apostolo Paulo ao falar sobre os últimos tempos declarou: “Saiba disso: nos últimos dias sobrevirão tempos terríveis. Os homens serão egoístas, avarentos, presunçosos, arrogantes, blasfemos, desobedientes aos pais, ingratos, ímpios, sem amor pela família…” (2 Timóteo 3:1-3a). Agora, de modo mais claro, ele diz que a família seria grandemente prejudicada em meio a uma sociedade decadente.

Não nos enganemos! A família vive tempos difíceis. E o que vem por aí não vai ajudar muito. Leis contra a família e comportamentos nocivos à convivência familiar estão aparecendo com maior freqüência. O que precisamos é nos fortalecer e buscar soluções para os problemas que se tornarão cada vez mais comuns. Precisamos de direção divina para os dias difíceis. Precisamos de alternativas coerentes com a Palavra de Deus para manter nossa família unida e fortalecida.

Perdão, Graça e Restauração fazem parte dos planos divinos para a sobrevivência da família em uma sociedade pós moderna. Eles podem dar qualidade aos relacionamentos familiares e trazer solução a muitos dramas que tem resultado na dissolução de muitas famílias.

Perdão, Graça e Restauração são dados por Deus a todos aqueles que Nele crêem. O sacrifício de Jesus por nós na Cruz nos deu acesso ao perdão divino mas também gerou em nós a possibilidade de perdoarmos nossos familiares, oferecendo a eles uma “pitada” daquilo que Jesus nos deu de modo tão gracioso e que limpou nosso coração da impureza do pecado.

Um ambiente de graça será resultado do perdão. Jesus derramou sobre nós a graça e podemos vive-la dentro de nossos lares. Em vez de ódio, rancor, mágoas, disputas, agressões e intolerância o perdão dado e recebido criarão um ambiente abençoado onde a graça de Cristo será percebida e exercitada. Diálogos francos, planos em família e alegria genuína farão parte da vida daqueles que vivem na prática a graça de Jesus.

O resultado do perdão e graça será a restauração da família. Casamentos experimentando um novo momento de amor e companheirismo. Pais e filhos convivendo novamente em harmonia e respeito. Relacionamentos deteriorados sendo reconstruídos de modo abençoado, amoroso e cheio dos valores cristãos.

Não podemos perder a esperança na família. Ela está viva, se mantém como guardiã dos valores e princípios e sempre será o sustentáculo de nossa sociedade. Toda a propaganda contra a família bem como a pressão para destruí-la não resistirão ao perdão, graça e restauração. É momento de exercitarmos esses valores cristãos e fazer deles verdadeiros mandamentos para a vida familiar.

Declaremos com toda nossa força que cremos na importância da família dentro do plano divino. E vamos investir para que nossos filhos e netos continuem a propagar o valor da família como testemunho ao mundo de que o Senhor sustenta, abençoa e dirige aqueles que Nele confiam.

Pr Guilherme Gimenez

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Nós precisamos de…

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EU NÃO LEVO DESAFORO PARA CASA

Conheci um líder que dizia “não levar desaforo para casa”.
Sempre cheio de razão e dizendo que tinha a última palavra e decisão, ele não admitia qualquer interferência, sugestão e muito menos uma palavra de correção ou advertência. Certa vez, diante de todos, ele bateu o punho fechado na mesa e declarou abertamente: “eu não admito isso!”. Depois, saiu sem olhar para trás, todo alterado e manifestando falta de domínio próprio.
Dias depois, fui conversar com ele, e ouvi por diversas vezes a mesma frase citada na reunião. Isso já aconteceu há muitos anos. E, conversando com pessoas que convivem atualmente com esse líder, fiquei sabendo que ele continua do mesmo jeito. Chamo esses líderes de “donos da razão”. Em todo o lugar encontraremos líderes assim.

Líderes “donos da razão” têm algumas características bem peculiares. Eles são
EGOCENTRICOS. O ego está acima da própria razão, e quando dizem que não admitem isso ou aquilo, na realidade estão deixando claro que nenhuma ideia ou fato pode ser maior do que sua própria ideia; caso contrário, seu ego será afetado. Como o próprio nome diz, o egocentrismo é a colocação do ego no centro de tudo. A pessoa egocêntrica se sente dona da razão porque seus pensamentos e posições se tornaram o centro de sua atenção, tudo mais está à margem e pode ser colocado como opção ou até inutilidade.

Outra característica dos líderes “donos da razão” é a IGNORÂNCIA. Ignorar os outros ou as ideias dos outros é algo comum no perfil desses líderes. Eles vão se tornando tão egocêntricos que passam a ignorar os outros de forma automática. Uma boa ideia pode ser compartilhada, mas eles sequer conseguem ouvi-la de tão presos que estão as suas próprias ideias. E por ignorarem tantas possibilidades, ideias e sugestões, acabam perdendo oportunidades maravilhosas de crescimento, inovação e mudança.
E o pior: essa ignorância gera outra ignorância, que é aquele tratamento incompatível com a fé e com a boa educação.
Em geral, líderes assim interrompem os outros enquanto ainda estão falando, são grosseiros e capazes de ferir o próximo simplesmente por achar que o discurso dos outros não vale absolutamente nada.

Líderes “donos da razão” se tornam, com o tempo, INEFICAZES. Seu rendimento diminui, sua adaptação às novas realidades é quase nula e seu poder de convencimento quase desaparece diante de tantas demandas novas a cada dia. Um líder assim acaba criando uma imagem negativa para seus liderados, pois em vez de promover neles uma sede por relevância, acaba gerando um sentimento de frustração pela repetição de técnicas antigas e já em desuso.

Como um “dono da razão” pode superar-se, passar a ‘levar desaforos para casa’ e ‘admitir uma série de coisas’? Ele deverá tratar exatamente das principais características que o fizeram ser esse tipo de líder. Em vez de egocentrismo, deverá cultivar SOCIABILIDADE e ALTRUÍSMO. Deverá ouvir mais, receber sugestões, aceitar os diferentes e, em muitos momentos, deixar que sua vontade fique um pouquinho de lado quando alguém tiver uma boa sugestão a ser acrescentada ou uma ideia digna de estar no centro e não na margem do
processo de liderança.

Em vez de ignorância, deverá olhar para os outros e considerá-los IMPORTANTES. Isso significa que cada feedback ou impressão deverá ser considerada como importante, louvável e digna de atenção. E, em vez de atravessar os outros com comentários egoístas ou mesmo deixar de ouvi-los em nome de qualquer sentimento de superioridade, deverá ser mais
amável, ainda que algumas ideias lhe pareçam tão ruins.

Somente assim sua ineficácia diminuirá e um sentido de EXCELÊNCIA será notado, tanto no desejo de melhorar como na abertura a novas técnicas ou algum tipo de inovação que melhore sensivelmente o rendimento de processos de liderança.

Em vez de “donos da razão”, deveremos ser “abertos à razão”. Se alguém tem uma boa ideia, vamos ouvir, e com isso melhorar nosso rendimento, aprendizado e descobrir formas mais excelentes de fazer as coisas, justificando, assim, nossa liderança.

Pr Guilherme Gimenez

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ESPECIALISTAS EM TORNAR AS COISAS MAIS DIFÍCEIS

É famosa a frase: “Nada é tão ruim que não possa piorar”. Infelizmente, ela é verdadeira. De vez em quando, situações já difíceis tornam-se “ainda mais difíceis”. E há pessoas que são especialistas nesse processo. Parece que são treinadas para dar um empurrãozinho extra para aquele que já estava caindo.

Essas pessoas sempre têm uma palavra desanimadora, cruel ou demasiadamente dura; sempre agem de forma a intensificar a dor do outro. Um amigo definiu tais pessoas como aquelas que “colocam o dedo na ferida até que sangre”. E, de fato, muitas feridas emocionais que estavam prestes a fechar são abertas e sangram em função de um comentário maldoso, uma crítica cruel ou uma brincadeira de mal gosto.

Diante desses “especialistas”, precisamos tomar algumas atitudes. A primeira é proteger-nos. Quem está em uma situação difícil, já fragilizado por um problema, deve proteger-se. Sabendo da maldade ou frieza de algumas pessoas, é imperativo que nos protejamos a fim de aumentar um pouco a resistência para continuar o enfrentamento do problema. O silêncio é um modo de proteção. Em algumas situações, seremos obrigados a dizer “não quero ouvir o que você tem a dizer”. Parece ser até mal-educado, mas há pessoas que são tão boas em nos destruir que não devemos ouvi-las. Ou pelo menos não devemos ouvi-las quando estamos enfraquecidos emocionalmente e despreparados para uma dose extra de julgamento, negativismo ou dureza de discurso.

Uma boa atitude também é fortalecer-nos. Precisamos nos tornar mais fortes para lidar com os “especialistas”. A leitura de bons livros, o aconselhamento/mentoring/coaching, o desenvolvimento de resiliência e a fé podem ajudar bastante nesse processo. Quando estamos mais fortalecidos, somos capazes de aguentar as palavras mais duras, as críticas desprovidas de amor e a maldade em forma de conselho. E outra atitude ligada a essa é: não deixe que os outros definam sua vida.

A decisão final sobre sua vida é sua, e não dos outros. A palavra mais dura e cruel só o destruirá se você permitir. Quando o “especialista” sugerir algo, tenha coragem para dizer “não”. Seja mais dono de você mesmo e tome a decisão de dar um rumo à sua vida. Se você não tomar as decisões, alguém as tomará em seu lugar.

Situações difíceis podem tornar-se ainda mais difíceis quando entregamos nossas emoções nas mãos de pessoas cruéis ou frias. Muitas delas foram criadas em um ambiente de tanta crueldade e frieza que nem sabem que são ou não se sentem “especialistas em piorar as coisas”. Cabe a nós identificar tais pessoas e nos proteger delas. Também cabe a nós fortalecer nossas emoções e aumentar nossa fé. E a decisão final sempre será nossa. Que o pior problema e a situação mais terrível, em vez de piorar, melhore logo e que sua ferida tenha condição de cicatrizar-se adequadamente.

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