LIDERANÇA E ESPIRITUALIDADE

Guilherme Gimenez: pastor, professor, teólogo e Atleta

Categoria: MensagemDaSemana

MENSAGEM DA SEMANA – BRUMADINHO, FLAMENGO E BOECHAT – O ENREDO DA TRAGÉDIA

(por Pr. Guilherme Gimenez)

Em poucos dias, foram três tragédias. Por horas a fio, a televisão mostrou imagens direto de Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo. Em todas elas, as cenas eram parecidas e tinham o enredo tristonho da tragédia. A morte pegou todo mundo de surpresa. Alguns anônimos, como os trabalhadores de Brumadinho. Outros buscando a fama, como os meninos do Flamengo. E um já bem conhecido na mídia brasileira, o jornalista da TV Bandeirantes. Velórios, famílias enlutadas, perguntas sem resposta, tristeza, e por aí vai o enredo da tragédia. Nesse enredo, algumas lições se repetem:

A Tragédia, por mais que esperada, sempre surpreende. Por mais que os alojamentos não tivessem as condições adequadas, ou que a empresa dona do helicóptero não tivesse autorização para levar passageiros, ou a barragem já desse sinais de excesso de água, ainda assim, a tragédia sempre surpreende. Ninguém acredita que possa acontecer, ainda que tema que aconteça.

A Tragédia não faz acepção de pessoas. Ela é solidária a todos, escolhe ricos, pobres, famosos ou indigentes. Escolhe quem está preparado ou não para a morte. Quem tem herança ou dívidas para deixar. Escolhe alguém que parte para a eternidade sozinho ou com seus colegas de quarto ou companheiros de trabalho. Qualquer um pode ser seu alvo.

A Tragédia não aguarda qualquer preparação. Ela não espera um helicóptero pousar, funcionários terminarem o almoço ou meninos acordarem pela manhã. Ela vem sem dizer a hora e, portanto, não dá a dádiva da preparação, da inserção de sua chegada na agenda em um momento que nos pareça mais próprio. Ela não faz perguntas do tipo: “Está preparado?” E também não questiona familiares ou amigos se estes estão prontos para fazer um velório, aguardar por um corpo que está debaixo de destroços ou reconhecer alguém no IML.

A Tragédia é um alerta! Sobre a brevidade da vida. Sobre a necessidade de estar preparado para a morte. Sobre as limitações humanas. Sobre as surpresas desagradáveis que a vida pode nos trazer. A tragédia é uma das maiores incentivadoras para alguém cuidar de si e dos outros. Para alguém repensar hoje seus valores e intensões. Para alguém pedir perdão, confessar seus erros e buscar viver o hoje que Deus permite. Tragédias são educativas. Mas para quem? Para nós, que choramos nossos mortos ou assistimos pela televisão sua chegada. Para os que fazem parte de seu enredo, não há aprendizado, a não ser na eternidade. Então, o que podemos aprender com as tragédias mais recentes? Pense, ore sobre e tome as atitudes necessárias.

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MENSAGEM DA SEMANA – DESISTÊNCIA E FRAQUEZA

DESISTÊNCIA E FRAQUEZA
(por Pr. Guilherme Gimenez)

Você já desistiu de algum projeto? Possivelmente. Não é raro ouvirmos histórias de pessoas que desistiram.
Os motivos são vários, mas um se destaca: a falta de força para continuar.
E quando digo força, penso nas variáveis: força física, emocional, espiritual e até mesmo mental.

Para alguns, a força física, de fato, é o motivo para desistir. Uma enfermidade, por exemplo, pode levar alguém a interromper um lindo projeto. É importante que uma pessoa que está envolvida em um projeto se alimente bem, durma adequadamente, faça algum tipo de atividade física e esteja com seus exames de rotina em ordem. O corpo pode até resistir por algum tempo, mas chega a hora em que o cansaço o faz, literalmente, “parar”. Há histórias e mais histórias de pessoas muito competentes em suas atividades profissionais que foram parar no hospital.

Para outros, a força emocional os faz desistir. Esse é um tema difícil de lidar, mas, em algumas situações, a fragilidade emocional pode nos sabotar e nos fazer deixar de lado um grande projeto. Pessoas cujas emoções estão abaladas por algum motivo tendem a desistir, pois não encontram forças para interagir com a equipe, vencer situações estressantes ou mesmo manterem-se serenas diante de pressões próprias do desenvolvimento de projetos. Cuidar das emoções é fundamental para todas as pessoas, principalmente para os líderes. Se você estiver fortalecido emocionalmente, será mais forte e se manterá firme em seus desafios.

Muito próximo à força emocional está a mental, e, por vezes, chegamos a confundi-las. Força de propósito, ideias bem estabelecidas, sabedoria e outros elementos distinguem a força mental da emocional. A racionalidade precisa ser bem cultivada com boas doses de leitura, momentos de reflexão e também uma adequada rotina acadêmica que se destaque por conhecimento na área em que se desenvolve os projetos. Uma mente bem esclarecida em relação ao que se quer fortalece muitíssimo na hora de se tomar decisões e prosseguir na rotina do desenvolvimento de projetos.

E, por fim, e não menos importante, a força espiritual, que também pode ser chamada de fé, se torna outro elemento indispensável para seguirmos em frente e não desistirmos. A fé nos faz enxergar as possibilidades que ainda não existem no campo da razão ou emoção. Ela nos faz ter visões diferentes da vida; passamos a enxergar um mesmo fato com outros olhos e, finalmente, percebemos que há algo além de nós mesmos, da equipe, da sociedade e dos fatos, por mais duros que sejam. A fé nos faz considerar as possibilidades que estão além de nós. A força espiritual nos leva a olhar para o alto, fazer nossa oração sincera e dar mais um passo rumo ao futuro.

Fortaleça-se. Não permita que o cansaço o derrube antes de chegar ao seu destino. Seja firme em seus propósitos e, com um corpo saudável, sentimentos equilibrados, mente serena e coração cheio de fé e esperança, desenvolva os projetos que estão a sua frente, transformando sonhos em realidade.

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Mensagem da Semana – GRATIDÃO E ALEGRIA

(por Pr. Guilherme Gimenez)

“Não é a alegria que nos torna agradecidos; é a gratidão que nos torna alegres”. (David Steindl-Rast)

Conheço gente ingrata. Muito ingrata. Daquelas que são incapazes de dizer um mero “muito obrigado”, ainda que por educação. Um desses indivíduos, com quem convivi em uma equipe de trabalho transitória, chegou a me dizer que estava “cansado de ser bonzinho” e que, por esse motivo, não fazia questão de agradecer a ninguém, pois, segundo ele, cada um tem que realizar sua tarefa e ponto-final. Outro, tão ingrato quanto, usava uma frase que me arrepiava cada vez que eu a ouvia: “Só os trouxas ficam agradecendo a tudo e a todos”. Bom, se essa frase estivesse correta, eu queria que me vissem como trouxa, como aquele que realmente fica agradecendo a tudo e a todos, aquele que entende que não estamos sozinhos no mundo, pois sempre dependemos de alguém, sempre recebemos algo, sempre somos beneficiados por alguma pessoa.

O interessante na vida desses dois ingratos – e da maioria de tantos outros com quem convivi – é que são pessoas infelizes, amargas. Em sua maioria, solitárias. E, quando estão em posição de liderança, em vez de serem admiradas, são, no máximo, temidas. O motivo desse perfil relacionado à ingratidão é que a felicidade tem como uma de suas fontes a própria gratidão.

Ser agradecido atrai alegria, e as explicações para isso são várias. Há uma alegria enorme quando percebemos que pessoas nos ajudam, nos servem e trabalham em nosso benefício. Sentimo-nos importantes e isso atrai alegria. Também há alegria quando percebemos o feedback que recebemos ao dizer um simples “muito obrigado”. Pessoas abrem um sorriso, derramam lágrimas, sentem-se valorizadas e nos olham com aquele brilho característico da gratidão. Alegramo-nos em ver o efeito de nosso reconhecimento na vida dos outros.

Mas, talvez, o maior motivo de alegria que a gratidão traz é a saúde emocional. Pessoas gratas são mais sadias, desenvolvem melhor seus sentimentos, pois a gratidão se aproxima de amor, de misericórdia, de graça e de tantos outros valores que equilibram nossos sentimentos, fazendo-nos mais solidários aos outros e mais conscientes de que não estamos sozinhos no mundo e de que estamos ligados a outros, tanto para servi-los como para sermos servidos por eles.

Seja grato. Encontre a alegria única de dizer “muito obrigado” e agir de modo a nutrir reconhecimento pelos outros.

Pr Guilherme Gimenez

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MENSAGEM DA SEMANA

GRATIDÃO E ALEGRIA

“Não é a alegria que nos torna agradecidos; é a gratidão que nos torna alegres”. (David Steindl-Rast)

Conheço gente ingrata. Muito ingrata. Daquelas que são incapazes de dizer um mero “muito obrigado”, ainda que por educação. Um desses indivíduos, com quem convivi em uma equipe de trabalho transitória, chegou a me dizer que estava “cansado de ser bonzinho” e que, por esse motivo, não fazia questão de agradecer a ninguém, pois, segundo ele, cada um tem que realizar sua tarefa e ponto-final. Outro, tão ingrato quanto, usava uma frase que me arrepiava cada vez que eu a ouvia: “Só os trouxas ficam agradecendo a tudo e a todos”. Bom, se essa frase estivesse correta, eu queria que me vissem como trouxa, como aquele que realmente fica agradecendo a tudo e a todos, aquele que entende que não estamos sozinhos no mundo, pois sempre dependemos de alguém, sempre recebemos algo, sempre somos beneficiados por alguma pessoa.

O interessante na vida desses dois ingratos – e da maioria de tantos outros com quem convivi – é que são pessoas infelizes, amargas. Em sua maioria, solitárias. E, quando estão em posição de liderança, em vez de serem admiradas, são, no máximo, temidas. O motivo desse perfil relacionado à ingratidão é que a felicidade tem como uma de suas fontes a própria gratidão.

Ser agradecido atrai alegria, e as explicações para isso são várias. Há uma alegria enorme quando percebemos que pessoas nos ajudam, nos servem e trabalham em nosso benefício. Sentimo-nos importantes e isso atrai alegria. Também há alegria quando percebemos o feedback que recebemos ao dizer um simples “muito obrigado”. Pessoas abrem um sorriso, derramam lágrimas, sentem-se valorizadas e nos olham com aquele brilho característico da gratidão. Alegramo-nos em ver o efeito de nosso reconhecimento na vida dos outros.

Mas, talvez, o maior motivo de alegria que a gratidão traz é a saúde emocional. Pessoas gratas são mais sadias, desenvolvem melhor seus sentimentos, pois a gratidão se aproxima de amor, de misericórdia, de graça e de tantos outros valores que equilibram nossos sentimentos, fazendo-nos mais solidários aos outros e mais conscientes de que não estamos sozinhos no mundo e de que estamos ligados a outros, tanto para servi-los como para sermos servidos por eles.

Seja grato. Encontre a alegria única de dizer “muito obrigado” e agir de modo a nutrir reconhecimento pelos outros.

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DA MINHA VIDA CUIDO EU

Prestação de contas é uma coisa que nem todo mundo gosta de fazer.
Conheço pessoas que se sentem pressionadas quando alguém lhes pede um relatório ou lhes pergunta algo sobre alguma área de sua vida. Nunca me esquecerei de quando abordei um líder há muitos anos, e lhe fiz uma pergunta sobre sua vida pessoal; a resposta veio de forma abrupta e direta: “Da minha vida cuido eu!” Pedi desculpas e já entendi que ali estava uma pessoa que não queria crescer, amadurecer e se desenvolver. Pessoas que têm esse comportamento, em geral, não conseguem enxergar suas próprias fraquezas e a necessidade de consertar algumas áreas da vida. Como consequência, elas não se desenvolvem. Com o tempo, nós nos acostumamos tanto com quem somos e com o que fazemos que entramos numa área de conforto pessoal que acaba interferindo diretamente em nossa possiblidade de sermos melhores e alcançarmos objetivos maiores.

Jim Steffem, autor norte-americano e escritor de alguns livros na área de liderança, diz que um dos obstáculos à excelência é nossa autonomia. Quanto mais autônomos no sentido de “cuidarmos sozinhos de nossa vida”, menos oportunidades teremos de nos desenvolver. Quem não presta contas de sua vida a ninguém, está sendo autônomo e se fechando para boas possibilidades de crescer.

A filosofia “da minha vida cuido eu” nasce do temor que temos em expor nossa vida. Algumas pessoas justificam tal temor citando experiências negativas que já tiveram no passado, ao compartilharem alguma informação pessoal ou exporem alguma fraqueza ou limitação a alguém. É lamentável que tais experiências aconteçam. Contudo, elas não podem ser utilizadas como argumento permanente para autonomia, silêncio e autopreservação. Nós precisamos da ajuda de outras pessoas para nos desenvolvermos. E, pensando nisso, dou três dicas que poderão fazer a diferença nesse processo importante de prestarmos contas de nossa vida a alguém.

Em primeiro lugar, ESCOLHA UMA PESSOA QUE POSSA AJUDAR VOCÊ. Não podemos sair por aí expondo nossa vida. É necessário escolher a pessoa certa. Ela terá características que darão segurança nesse processo. Além de ser alguém de confiança, é importante que tal pessoa tenha algumas características, como: saber ouvir, ser discreta, ter condições mínimas para sugerir áreas de mudança ou crescimento, ter um pouco de conhecimento da sua área de atuação. Atualmente, temos profissionais que fazem isso com boa competência, como mentores, coaches ou conselheiros. Dependendo da sua necessidade, será importante até pagar um profissional que o ajude a crescer e se desenvolver.

Em segundo lugar, é necessário TER UM PROGRAMA DE PRESTAÇÃO DE CONTAS. Se você escolheu a pessoa certa, então não precisará se preocupar muito com isso, pois ela lhe sugerirá um programa. Mas, se a pessoa não tiver essa visão, ainda assim vocês poderão sentar-se juntos uma primeira vez e estabelecerem critérios para a prestação de contas, como: agenda, áreas a serem trabalhadas, recursos que utilizarão (como leituras, filmes etc.), e o mais importante: como conseguirão medir o seu crescimento. Não basta reunirem-se para conversar, é necessário ter noção de onde as conversas poderão levar você. Existem também alguns livros que sugerem programas de prestação de contas.

Em terceiro lugar, é muito importante que você ESTEJA CONSCIENTE DA NECESSIDADE DO CRESCIMENTO PESSOAL. Conversar com uma pessoa sem ter essa consciência será perda de tempo para ambos. Um processo de prestação de contas não serve para massagear seu ego ou para colocar o papo em dia. A prestação de contas irá desafiar você, levantar suas fraquezas e fortalezas e produzirá um sentimento de desafio pessoal em busca da excelência. Faça da prestação de contas uma oportunidade para crescer, aproveite cada encontro, cumpra com o combinado, e com o passar do tempo você terá condições de autoavaliar o seu crescimento.

Aproveite bem a oportunidade de crescimento que a prestação de contas pode lhe dar. Com o tempo, você perceberá que a influencia de uma pessoa em sua vida tem um valor inestimável.


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Fazer Diferente: Única Esperança de Mudança

Parte 1

Parte 2

Parte 3

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