“Estamos sempre ocupados porque tentamos fazer coisas demais. Fazemos coisas demais porque dizemos “sim” a gente demais. Dizemos sim a todas essas pessoas porque queremos que elas gostem da gente e tememos sua desaprovação. Não é errado ser bondoso. Na verdade, ser servo é marca do cristão. A necessidade de agradar os outros é outra história. Voluntariar-se para vender doces por amor ao próximo é uma coisa. Oferecer-se para vender doces para que o próximo passe a amar você é bem diferente. Grande parte de nossa ocupação desenfreada vem de tentar realizar as expectativas dos outros. Temos a reputação de sermos as pessoas mais boazinhas do mundo, porque o princípio operante de nosso coração é sermos reputados como as pessoas mais agradáveis deste mundo. Isso não somente é manifestação de orgulho–portanto, pecado–, como também torna nossa vida insuportável (viver e morrer pela aprovação dos outros); e geralmente fere mais aqueles que estão mais próximos de nós (que acabam recebendo apenas as sobras de nosso tempo e energia, depois que tentamos agradar a todo mundo). Muitas vezes as pessoas chamam isso de baixa autoestima, mas agradar os outros na verdade é uma forma de orgulho e narcisismo.”

— Super ocupado: um livro (misericordiosamente) pequeno sobre um problema (realmente) grande de Kevin DeYoung
https://amz.onl/bH4OWay

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