LIDERANÇA E ESPIRITUALIDADE

Guilherme Gimenez: Pastor, Professor, Teólogo e Maratonista

Mês: novembro 2019

SUPERAÇÃO

Por Guilherme de Amorim Ávilla Gimenez

“Todos os humanos se esforçam para serem mais fortes do que realmente são, melhores do que realmente são e mais do que realmente são. Isso não é ruim… mas simplesmente não funciona” (Henry Cloud)

Conheço muitas histórias de superação, esforço pessoal e coragem. De vez em quando me inspiro nos personagens descritos nessas histórias. Tento imita-los. E, de vez em quando me frustro muito ao perceber que apesar de usar as mesmas ferramentas que eles utilizaram, simplesmente não consigo os mesmos resultados. Por quê? A resposta que tenho elaborado é a seguinte: cada um tem uma história própria e sua superação pessoal não o levará exatamente ao mesmo resultado de outras pessoas. Em outras palavras: não há um padrão de superação. Alguns se esforçarão ao máximo de seu potencial e atingirão determinados objetivos e outros, também se esforçando ao máximo, não conseguirão chegar a esses mesmos objetivos. Cada um tem sua própria história, perfil, força, garra e potencial. O máximo de um não é o máximo do outro. A superação de um não levará a mesma realidade da superação do outro. É por isso que gosto muito da frase de Henry Cloud: não é assim que as coisas funcionam. Não se mede o desempenho dessa forma. Não podemos declarar vitória ou derrota levando em conta apenas a ferramenta do esforço. Temos que levar em conta outras coisas também.

A história de superação de cada pessoa é única. Ninguém tem a mesma história. E por isso, ninguém terá o mesmo resultado do outro. Reconhecer essa verdade é algo muito libertador. É maravilhoso se esforçar ao máximo estando liberto de preconceitos e objetivos traçados em função da história de outra pessoa. Podemos nos inspirar em outros, mas não nos igualar a eles. Levando em conta a superação o máximo que conseguimos é traçar um objetivo que para nós seja desafiador – e até quase impossível – e persegui-lo com todas as nossas forças, desenvolvendo nossas habilidades e aptidões e exercitando nossa fé. Concentre-se em você e no que você pode fazer. Leve em conta sua história e lembre-se de onde veio e se desafie a chegar mais longe. Trace metas ousadas para você, ainda que não sejam tão ousadas se vistas pelos outros. Só um detalhe: não seja preguiçoso. Não se baseie pelo mínimo esforço possível. Nada de querer grandes resultados fazendo poucos esforços. A sua superação será única, mas deverá ser uma “elevação acima de si mesmo” – como diz o significado da palavra. Não espere menos do que isso: ir além de onde já chegou. E, a partir daí, siga firme e em frente, vá até os seus limites e os supere e se torne também uma história de esforço pessoal e coragem que inspirará outros a superarem seus próprios limites!

Guilherme de Amorim Ávilla Gimenez

prgimenez@prgimenez.net

www.prgimenez.net

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MAIS CORAGEM DE ACERTAR DO QUE MEDO DE ERRAR

Por Guilherme Gimenez (prgimenez@prgimenez.net)

Um dos melhores livros que li nesse final de ano foi A Coragem Para Liderar de Brené Brown (Editora Best Seller. 2019). Poderia citar vários aspectos do livro, mas prefiro repetir uma frase que me marcou logo no início da leitura: “precisamos de líderes mais destemidos e culturas mais corajosas” (Página 24). Ao ler isso minha mente ferveu em ideias. Comecei a pensar nos desdobramentos de uma cultura de coragem e de um perfil de liderança destemido. E, entre uma ideia e outra, construí minha própria frase, como que um resumo das ideias que iam vindo: “Para ser um líder destemido eu preciso incentivar uma cultura nova onde tentativa e erro sejam permitidos a partir de mim mesmo”. Para mim a coragem de liderar esbarra exatamente nisso: tentativa e erro. Confesso que muitas vezes eu desisti de algum projeto por medo de tentar e errar. Aliás, o medo de errar sempre foi um entrave para mim, talvez porque na escola antiga de administração fui advertido que um líder não pode errar. Que ao errar um líder perde a credibilidade. Que um pequeno erro pode inviabilizar uma carreira toda. Realmente esse foi um pensamento que dominou uma geração de líderes. E, pensando dessa forma, muitas tentativas foram deixadas de lado porque a possibilidade do erro era grande…, mas a do acerto também. Com medo de errar não tentávamos o acerto.

              Já tem um tempo que mudei radicalmente meu pensamento sobre tentativa e erro. Na verdade, comecei a tentar mais, e com isso errei mais também, mas também acertei mais. A tentativa se tornou para mim uma representação corajosa de quem deseja acertar mais do que tem medo de fracassar. E é exatamente essa a cultura que creio devemos incentivar em nossas comunidades, organizações e equipes. O medo do erro deve ser menor do que a coragem do acerto. Quanto mais temor de errar, menos tentativas. Quanto mais coragem de acertar, mais tentativas. Uma cultura que aceita tentativas deverá criar um ambiente onde não haja um massacre psicológico sobre quem tentou e errou, mas sim um incentivo e avaliação honesta que leve as pessoas a aprenderem com seus erros e tentarem de novo.  

              Ser um líder destemido é ter a coragem de tentar querendo muito acertar. É ter a coragem de perseguir o acerto, ainda que ele demande uma série de tentativas e algumas delas que resultarão em fracasso. É ter a coragem de avaliar, crescer nos erros e finalmente chegar até aos acertos. Que a coragem do acerto nos faça seguir em frente mesmo quando o fracasso chegar e que nele tenhamos apenas a reflexão necessária para corrigir o que for necessário e tentar de novo até o acerto!

Guilherme de Amorim Avilla Gimenez – 14/11/2019

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Pensamentos Rápidos com Guilherme Gimenez – Permita-se o novo

Um lugar novo… uma situação nova… uma experiência nova… O novo pode inaugurar uma situação nova em sua vida. Permita-se o novo.

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