Guilherme Gimenez: Pastor, Professor, Teólogo e Maratonista

Mês: dezembro 2019

STATUS QUO E SOFRIMENTO

Li a pouco tempo um artigo sobre mudanças de cenários para implantação de projetos. Em certo ponto o texto fala sobre a grande dificuldade que as pessoas têm em alterar o seu status quo. E aí me veio o questionamento: – Será que todas as pessoas sabem o que significa status quo? Penso que não. São poucos que sabem que essa expressão latina significa “o estado das coisas e é a forma reduzida da frase “in statu quo res erant ante bellum“, que pode ser traduzida como “no estado em que as coisas estavam antes da guerra”. Seu uso vem de 1700 D.C. e em nossos dias passou a ser usada simplesmente para se referir ao estado atual das coisas. Mudar o status quo é mudar a realidade atual. E, como tal expressão surgiu em um contexto de guerra, podemos imaginar que sua origem está relacionada com a dificuldade da mudança e como ela exige empenho e dedicação. Em alguns momentos mudar é uma “guerra.” Mas não uma ‘guerra’ com o outro e sim consigo mesmo. Alterar o status quo é alterar o nosso estado pessoal, a nossa condição e a situação na qual nos encontramos, seja por nossa iniciativa ou por outro. Essa ‘guerra’ produz ferimentos que doem bastante, afinal, a mudança sempre é acompanhada de dor (DRUCKER. As Fronteiras da Administração). Por quê? Porque mudança é rompimento, e nesse caso consigo mesmo. Mudança é movimento, e nesse caso, mover a si mesmo. Mudança é aprendizado pessoal, e nesse caso, nós é que teremos que aprender. Mudar o status quo é entrar na zona de guerra da própria mente e desafiar-se, movimentar-se, romper com suas próprias barreiras e finalmente aprender a viver em um ambiente novo dentro da própria mente. Tentar mudar sem sofrer é impossível. Alterar o status quo sem desconforto é algo que não existe. A única maneira de não sofrer é não mudar. A única maneira de não entrar nessa guerra pessoal é permanecer no mesmo lugar, condição e estado. Quer mudanças? Então encare o sofrimento. E, se você não quiser mudanças, ainda assim será obrigado a mudar, sabe por quê? Porque o mundo está mudando e manter o status quo gerará um outro tipo de sofrimento muito maior: o de ficar alheio às mudanças, o de ser esquecido, o de perder oportunidades, o de limitar seu próprio potencial e por aí vai. Mude seu status quo. O sofrimento envolvido nisso será transformado em experiências incríveis que valerão a pena.

Guilherme de Amorim Ávilla Gimenez

prgimenez@prgimenez.net

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Dezembro de 2019

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“Meia Boca”

              Por certo você já ouviu essa expressão que se refere a realizarmos algo “pela metade” ou “de qualquer maneira.” Se existe algo irritante é esse comportamento comum em muitos: realizar as coisas com uma qualidade ou quantidade inferior ao necessário ou previsto. Em vez de esforço máximo, só um pouco de esforço. Em vez de dedicação total, só um pouco de dedicação. Em vez de realizar algo com excelência, realizar de qualquer jeito. De onde vem isso? Possivelmente da cultura cada vez mais comum que criou um “meio termo” entre o péssimo e o excelente e fez dele uma medida razoável. Não é ruim e nem excelente: é meia boca! É médio! É medíocre!

              Tal cultura influenciou de modo enorme nosso comportamento profissional e até mesmo os relacionamentos de amizade ou familiares. A excelência foi desaparecendo e com isso pessoas começaram a se doar cada vez menos. E daí surgiram até casamentos “meia boca” ou educação de filhos “meia boca.” Uma das argumentações utilizada com frequência é: “para que me esforçar tanto? Farei o suficiente…” O que não se percebeu é que o ‘suficiente’ acabou se tornando o padrão máximo de entrega ou dedicação. Na verdade, criou-se uma nova excelência que há pouco tempo atrás era mediocridade.  E daqui a pouco a mediocridade de agora se tornará a excelência de amanhã e com isso vamos diminuindo cada vez mais a qualidade do que fazemos e por certo chegaremos à situação de darmos o mínimo chamando de máximo.

              Não aceite a medida do “meia boca.” Busque a excelência, o melhor, o que supera a média e por isso se destaca. Enquanto muitos dão o mínimo possível dê o máximo. Aplique-se cada vez mais no que faz e em vez de transformar o medíocre em excelente faça o contrário: que o excelente de hoje se torne o medíocre de manhã devido a uma superação constante e cada vez maior.

Guilherme Gimenez

prgimenez@prgimenez.net

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