LIDERANÇA E ESPIRITUALIDADE

Guilherme Gimenez: pastor, professor, teólogo e Atleta

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REFÉNS DA OBSOLESCÊNCIA

(por Guilherme Gimenez)

“O maior desafio das mudanças é perceber que algumas delas não são opcionais. Ou mudamos ou então ficamos reféns da obsolescência”.
(John Terry)

Redução gradativa e consequente desaparecimento. Esse é um dos significados da palavra ‘obsolescência’.
Ela indica o final de um processo que resulta em sua extinção. Na medicina, pode indicar a atrofia de tecidos, motivada por esclerose. Na tecnologia, pode indicar a total inutilidade de um processo devido ao avanço de novas tecnologias. E na liderança, pode indicar o desastre organizacional motivado pelo uso de ferramentas ou estruturas que não conseguem mais atingir os resultados satisfatórios diante de um novo momento histórico.

A obsolescência é um fenômeno que aparece constantemente na história da humanidade. De tempos em tempos, processos vão sendo desgastados e entram em obsolescência. Até relacionamentos correm o mesmo risco se não considerarem demandas que alteram a convivência e vão, aos poucos, produzindo desgaste tal até o ponto da extinção. O que funcionava tão bem agora não funciona mais. Estruturas outrora de vanguarda agora estão na retaguarda. Linguagem, preferências, ideias e outros elementos sofrem o mesmo risco.

O que fazer diante disso? Alguns não fazem nada. Preferem acompanhar o desgaste e sofrer até que finalmente sejam obrigados a admitir a extinção de algo que lhes é importante. E esse processo não é fácil. Por vezes, vem acompanhado de tristeza, revolta e uma sensação de derrota enorme. É difícil admitir que algo caminha para a obsolescência, porém é mais difícil ter de encarar o imperativo de mudanças das quais discordamos, mas que são reais e trazem desgastes que não podem ser ignorados.

O pior de todo esse processo é que, por ser muito passional, acaba tornando algumas pessoas reféns. Reféns do passado e suas glórias, de terem participado de momentos de glória através de uma estrutura que funcionava tão bem. Ou de uma instituição que foi considerada a melhor nessa ou naquela área. O fato de termos participado de algo que deu certo no passado nos leva a momentos de grande saudosismo, quando nos queixamos por não conseguirmos mais os mesmos resultados fazendo as mesmas coisas que fazíamos. E, reféns desse sentimento, tentamos com todas as nossas forças manter uma estrutura, uma visão ou um modelo. E por mais que invistamos tempo, dinheiro e talento, somos vencidos pelo desgaste e nada podemos fazer a não ser acompanhar a obsolescência.

A única receita para não ficar refém desse processo é se libertar enquanto ainda é possível. A libertação vem acompanhada por novas ideias, novas possibilidades, novos investimentos, nova visão, nova filosofia de trabalho. Isso resulta em estruturas novas, modelos diferentes, implantações, reformulações e até mesmo modificações drásticas na forma de encarar a vida. Essa libertação cria expectativas, novos sentimentos, reinvenção de nossos próprios talentos, colocados agora a serviço de algo novo. Em momentos assim, parece ouvirmos a voz do profeta Isaías dizendo “crio novos céus e nova terra; e não haverá mais lembrança das coisas passadas” (Isaías 65.17).
Em vez de reféns do que se desgastou e extinguiu, tomemos uma atitude de avanço e total envolvimento com o que está por vir. Isso, sem dúvida, terá o poder de fazer-nos sentir novamente empolgados, animados e prontos a trabalhar com alegria. Ninguém é feliz sendo refém da obsolescência. Precisamos ser libertos pelas possibilidades que estão diante de nós.

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ACREDITE!

(por Guilherme Gimenez)

“Nada de esplêndido jamais foi realizado a não ser por aqueles que ousaram acreditar que algo dentro deles era superior às circunstâncias”. (Bruce Barton)

Líderes precisam de uma dose extra de coragem se desejarem alcançar grandes objetivos. Não lhes bastará a racionalidade, os números e os prognósticos. Por vezes, esses elementos são tão negativos que podem até impedir o processo criativo e estagnar qualquer possibilidade de mudança. Nesses casos, somente a coragem é capaz de produzir o ambiente adequado para que algo diferente aconteça e uma situação aparentemente sem solução seja resolvida. Coragem! Essa é a palavra do dia para os líderes, onde quer que estejam.

Há três palavras que combinam muito bem com coragem: ousadia, fé e autoconfiança.

Ousadia é a postura de enfrentamento diante do novo, do difícil e do improvável. Ousar é olhar para uma situação e enfrentá-la, por mais terrível e assustadora que seja. Líderes ousados levam seus liderados a uma condição de coragem, deixando de lado receios e abraçando as possibilidades que estão à frente, ainda que escondidas debaixo de um contexto de grandes lutas.

é o gesto de confiança nos milagres que podem acontecer. É a postura de enfrentar o impossível. A fé supera a ousadia porque está lidando com elementos que não podem ser mensurados. A fé extrapola a religiosidade e entra no campo de uma experiência com Deus que leva alguém a assumir riscos que nenhum técnico, assessor ou conselheiro concordaria. A fé, portanto, não pode ser medida por qualquer outra pessoa senão pelo próprio líder.

Autoconfiança é a condição emocional e espiritual que leva o líder a colocar sua ousadia ou fé – ou os dois – em ação. O líder autoconfiante diz: “Vamos. Eu acredito que conseguiremos”. Já o líder que não tem autoconfiança se enche de uma série de questionamentos e dúvidas, e acaba ficando paralisado diante dos desafios. A autoconfiança é tão importante que liderados serão motivados e incentivados de maneira incrível quando perceberem que seu líder acredita que é possível conquistar e ultrapassar os desafios.

Diante dessas três palavras – ousadia, fé e autoconfiança – só nos resta desafiar os líderes a terem coragem e acreditarem que está em suas mãos a vitória ou a derrota, a conquista ou o abandono e as possibilidades ou o impossível. Só há uma saída para você, líder: “Acredite”. Se você não acreditar, nada acontecerá. Mas, se você crer e encarar os desafios com coragem, muita coisa acontecerá e, por certo, muitas pessoas serão impactadas por sua fé e incentivo.

Enquanto muitos olham para as circunstâncias e desistem, os verdadeiros líderes seguem em frente, ousados, corajosos e cheios de fé.
Sejamos esses líderes!

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EM MOMENTOS DE CRISE… MANTENHA A CALMA!

(por Guilherme Gimenez)

Uma das reações mais comuns à crise é o desespero. Algumas pessoas, ao saberem que algo não vai bem, são dominadas por esse sentimento e acabam piorando a situação. Há quem perca totalmente o equilíbrio emocional e entre em depressão ou em um estado de desesperança tal que todas as suas forças são minadas. E, obviamente, há aqueles que adoecem, até fisicamente, e acabam se rendendo à crise, totalmente sem forças para resistir.

Em momentos de crise, é necessário manter a calma. Mas, o que é calma? A maioria dos dicionários define essa palavra como ‘tranquilidade, paz ou ausência de agitação’. Calma, de fato, tem esses significados. Mas, em momentos de crise, é muito difícil ter tranquilidade ou estar isento de agitação. Quando todos estão em pânico, é difícil simplesmente descansar. E é aí que vem à mente outro sentido para a palavra calma.

Se estudarmos a origem do termo ‘calma’, veremos que a palavra é originada do latim ‘cauma’, que significa ‘o calor do meio-dia’. Esse termo do latim é originado da palavra grega ‘kauma’ – calor – que, por sua vez, é originada do verbo grego ‘kaiein’, que significa ‘queimar’. Segundo estudiosos, nossos antepassados sofriam muito com o calor do meio do dia e, então, descansavam nesse período, parando suas atividades e tirando uma famosa siesta – como dizem os espanhóis. Calma, portanto, está relacionada a uma parada estratégica para descansar quando a temperatura aumenta. E, em momentos de crise, isso acontece frequentemente. Pessoas ficam nervosas, o mercado financeiro perde o controle, relacionamentos são provados por problemas novos e a temperatura começa a aumentar. E quando a temperatura está bem alta, chega a hora da calma, a hora de parar um pouco, recuperar as forças e, dependendo do caso, o momento correto para fazer uma siesta para recuperar-se emocional, física e até espiritualmente.

Manter a calma é algo estratégico, nos ajuda a pensar enquanto a temperatura vai baixando. É momento de recuperar as forças e encontrar soluções. Momento de exercer a fé e buscar alternativas. E, então, renovados nas forças e no ânimo, continuarmos o dia, sabendo que a crise ainda poderá persistir, mas, pelo menos, estamos mais fortalecidos para enfrentá-la. O significado comum da palavra calma, que traz a ideia de ‘ausência de agitação’, também pode ser utilizado, mas pensando em nosso interior. A calma depende de apenas uma pessoa: você. E quando você consegue manter a calma, interiorizando essa paz, então o ambiente no qual está inserido terá a oportunidade de baixar a temperatura e vivenciar momentos de paz que poderão amenizar a crise, dando a todos os envolvidos condições mínimas de enfrentá-la.

Uma parada estratégica e a busca da paz interior parecem ser os dois significados mais relevantes da palavra calma. Mantenha a calma. Faça suas paradas estratégicas e mantenha-se em paz. Somente assim você conseguirá atravessar a crise e contribuir para que ela dê lugar a momentos melhores.

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ESSE É MEU TERRITÓRIO

(por Pr. Guilherme Gimenez)

Foi exatamente com essa frase que um antigo funcionário recebeu seu colega em seu primeiro dia de trabalho. Estaria ele com medo? Talvez, mas também é possível que essa fosse uma forma de deixar claro ao novato um pensamento bem discorrido pelas teorias de meritocracia, algo que costumo chamar de “segurança do tempo”.
Há uma série de artigos sobre esse pensamento; é bom deixar claro que ele atinge todos os campos possíveis, da empresa à família.
O filho mais velho, o funcionário mais antigo, o primeiro morador do prédio e o membro fundador do clube têm um sentimento comum: uma espécie de segurança adquirida pelo tempo. Inclui-se um sentimento de privilégio adquirido ou de honra especial, não propriamente por quem é ou faz, mas sim pelo tempo que está naquele ambiente. Ainda que muitos não digam, a frase que lhes vem à mente é a mesma daquele funcionário: “esse é meu território”. E, utilizando todas as ferramentas da meritocracia, essa pessoa, realmente, se sente mais importante do que os mais novos, chegando, em alguns casos, a humilhá-los em nome dessa segurança adquirida com o tempo.

É bem verdade que alguns se sentem assim também por tudo o que realizaram desde o momento que chegaram à empresa, à família, ao condomínio, à igreja ou a qualquer outro grupo social. Muitos sofreram até as dificuldades iniciais para começar um negócio; há histórias e mais histórias de quem se doou muito e, hoje, se sente mais merecedor do que aqueles que chegaram depois, praticamente para usufruir do que fora construído nos anos ou décadas anteriores.

É um sentimento comum, comenta Kevin Thom, economista da Universidade de Nova York, em uma pesquisa inovadora sobre meritocracia de Andrew Van Dam (Meritocracy in Our Society Is a Lie. Genes Reveal It’s Better to Be Born Rich Than Talented. Science Alert).
Mas, apesar de comum, é impróprio para o crescimento de um grupo social. Quando alguém se sente mais merecedor pelo que fez ou pelo tempo que ocupa um lugar, tem a tendência de resistir a novas ideias, não recebe bem os mais novos e também não trabalha de “igual para igual” em uma equipe.
É preciso ser muito maduro – comenta Kevin – para não se deixar dominar por sentimentos de superioridade e egoísmo e, assim, não atrapalhar o trabalho em equipe.

É mais saudável ter um sentimento de pertencimento não dominador, de se sentir privilegiado por estar em um lugar há mais tempo ou, então, de ter se doado mais do que outros. Esse sentimento recebe o mais novo com um coração aberto a aprender, afinal, sempre estamos recomeçando, sempre alguém estará vivenciando o que o mais velho naquele local vivenciou.
Tal sentimento também nos tira desse ambiente de competição, de desgaste emocional por nos sentirmos ameaçados pelo mais novo.
A segurança do tempo pode ser substituída pelo privilégio do tempo.
Em vez de “esse é o meu território”, pode-se dizer algo do tipo “seja bem-vindo ao nosso território.” Isso é mais solidário, ajuda mais o mais novo e também o que está há mais tempo, pois, independentemente de quanto tempo se está em algum lugar, o tempo nos impõe chegadas e saídas e, sem elas, nenhum grupo resiste ao tempo.
É um privilégio estar há mais tempo.
É uma honra ter se doado mais.
Esse sentimento será a plataforma para receber bem os mais novos, ajudá-los nos processos de integração e vê-los, daqui a algum tempo, comemorando um tempo logo ao nosso lado ou nos substituindo.

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7+

MENSAGEM DA SEMANA – BRUMADINHO, FLAMENGO E BOECHAT – O ENREDO DA TRAGÉDIA

(por Pr. Guilherme Gimenez)

Em poucos dias, foram três tragédias. Por horas a fio, a televisão mostrou imagens direto de Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo. Em todas elas, as cenas eram parecidas e tinham o enredo tristonho da tragédia. A morte pegou todo mundo de surpresa. Alguns anônimos, como os trabalhadores de Brumadinho. Outros buscando a fama, como os meninos do Flamengo. E um já bem conhecido na mídia brasileira, o jornalista da TV Bandeirantes. Velórios, famílias enlutadas, perguntas sem resposta, tristeza, e por aí vai o enredo da tragédia. Nesse enredo, algumas lições se repetem:

A Tragédia, por mais que esperada, sempre surpreende. Por mais que os alojamentos não tivessem as condições adequadas, ou que a empresa dona do helicóptero não tivesse autorização para levar passageiros, ou a barragem já desse sinais de excesso de água, ainda assim, a tragédia sempre surpreende. Ninguém acredita que possa acontecer, ainda que tema que aconteça.

A Tragédia não faz acepção de pessoas. Ela é solidária a todos, escolhe ricos, pobres, famosos ou indigentes. Escolhe quem está preparado ou não para a morte. Quem tem herança ou dívidas para deixar. Escolhe alguém que parte para a eternidade sozinho ou com seus colegas de quarto ou companheiros de trabalho. Qualquer um pode ser seu alvo.

A Tragédia não aguarda qualquer preparação. Ela não espera um helicóptero pousar, funcionários terminarem o almoço ou meninos acordarem pela manhã. Ela vem sem dizer a hora e, portanto, não dá a dádiva da preparação, da inserção de sua chegada na agenda em um momento que nos pareça mais próprio. Ela não faz perguntas do tipo: “Está preparado?” E também não questiona familiares ou amigos se estes estão prontos para fazer um velório, aguardar por um corpo que está debaixo de destroços ou reconhecer alguém no IML.

A Tragédia é um alerta! Sobre a brevidade da vida. Sobre a necessidade de estar preparado para a morte. Sobre as limitações humanas. Sobre as surpresas desagradáveis que a vida pode nos trazer. A tragédia é uma das maiores incentivadoras para alguém cuidar de si e dos outros. Para alguém repensar hoje seus valores e intensões. Para alguém pedir perdão, confessar seus erros e buscar viver o hoje que Deus permite. Tragédias são educativas. Mas para quem? Para nós, que choramos nossos mortos ou assistimos pela televisão sua chegada. Para os que fazem parte de seu enredo, não há aprendizado, a não ser na eternidade. Então, o que podemos aprender com as tragédias mais recentes? Pense, ore sobre e tome as atitudes necessárias.

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13+

MENSAGEM DA SEMANA – DESISTÊNCIA E FRAQUEZA

DESISTÊNCIA E FRAQUEZA
(por Pr. Guilherme Gimenez)

Você já desistiu de algum projeto? Possivelmente. Não é raro ouvirmos histórias de pessoas que desistiram.
Os motivos são vários, mas um se destaca: a falta de força para continuar.
E quando digo força, penso nas variáveis: força física, emocional, espiritual e até mesmo mental.

Para alguns, a força física, de fato, é o motivo para desistir. Uma enfermidade, por exemplo, pode levar alguém a interromper um lindo projeto. É importante que uma pessoa que está envolvida em um projeto se alimente bem, durma adequadamente, faça algum tipo de atividade física e esteja com seus exames de rotina em ordem. O corpo pode até resistir por algum tempo, mas chega a hora em que o cansaço o faz, literalmente, “parar”. Há histórias e mais histórias de pessoas muito competentes em suas atividades profissionais que foram parar no hospital.

Para outros, a força emocional os faz desistir. Esse é um tema difícil de lidar, mas, em algumas situações, a fragilidade emocional pode nos sabotar e nos fazer deixar de lado um grande projeto. Pessoas cujas emoções estão abaladas por algum motivo tendem a desistir, pois não encontram forças para interagir com a equipe, vencer situações estressantes ou mesmo manterem-se serenas diante de pressões próprias do desenvolvimento de projetos. Cuidar das emoções é fundamental para todas as pessoas, principalmente para os líderes. Se você estiver fortalecido emocionalmente, será mais forte e se manterá firme em seus desafios.

Muito próximo à força emocional está a mental, e, por vezes, chegamos a confundi-las. Força de propósito, ideias bem estabelecidas, sabedoria e outros elementos distinguem a força mental da emocional. A racionalidade precisa ser bem cultivada com boas doses de leitura, momentos de reflexão e também uma adequada rotina acadêmica que se destaque por conhecimento na área em que se desenvolve os projetos. Uma mente bem esclarecida em relação ao que se quer fortalece muitíssimo na hora de se tomar decisões e prosseguir na rotina do desenvolvimento de projetos.

E, por fim, e não menos importante, a força espiritual, que também pode ser chamada de fé, se torna outro elemento indispensável para seguirmos em frente e não desistirmos. A fé nos faz enxergar as possibilidades que ainda não existem no campo da razão ou emoção. Ela nos faz ter visões diferentes da vida; passamos a enxergar um mesmo fato com outros olhos e, finalmente, percebemos que há algo além de nós mesmos, da equipe, da sociedade e dos fatos, por mais duros que sejam. A fé nos faz considerar as possibilidades que estão além de nós. A força espiritual nos leva a olhar para o alto, fazer nossa oração sincera e dar mais um passo rumo ao futuro.

Fortaleça-se. Não permita que o cansaço o derrube antes de chegar ao seu destino. Seja firme em seus propósitos e, com um corpo saudável, sentimentos equilibrados, mente serena e coração cheio de fé e esperança, desenvolva os projetos que estão a sua frente, transformando sonhos em realidade.

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Mensagem da Semana – GRATIDÃO E ALEGRIA

(por Pr. Guilherme Gimenez)

“Não é a alegria que nos torna agradecidos; é a gratidão que nos torna alegres”. (David Steindl-Rast)

Conheço gente ingrata. Muito ingrata. Daquelas que são incapazes de dizer um mero “muito obrigado”, ainda que por educação. Um desses indivíduos, com quem convivi em uma equipe de trabalho transitória, chegou a me dizer que estava “cansado de ser bonzinho” e que, por esse motivo, não fazia questão de agradecer a ninguém, pois, segundo ele, cada um tem que realizar sua tarefa e ponto-final. Outro, tão ingrato quanto, usava uma frase que me arrepiava cada vez que eu a ouvia: “Só os trouxas ficam agradecendo a tudo e a todos”. Bom, se essa frase estivesse correta, eu queria que me vissem como trouxa, como aquele que realmente fica agradecendo a tudo e a todos, aquele que entende que não estamos sozinhos no mundo, pois sempre dependemos de alguém, sempre recebemos algo, sempre somos beneficiados por alguma pessoa.

O interessante na vida desses dois ingratos – e da maioria de tantos outros com quem convivi – é que são pessoas infelizes, amargas. Em sua maioria, solitárias. E, quando estão em posição de liderança, em vez de serem admiradas, são, no máximo, temidas. O motivo desse perfil relacionado à ingratidão é que a felicidade tem como uma de suas fontes a própria gratidão.

Ser agradecido atrai alegria, e as explicações para isso são várias. Há uma alegria enorme quando percebemos que pessoas nos ajudam, nos servem e trabalham em nosso benefício. Sentimo-nos importantes e isso atrai alegria. Também há alegria quando percebemos o feedback que recebemos ao dizer um simples “muito obrigado”. Pessoas abrem um sorriso, derramam lágrimas, sentem-se valorizadas e nos olham com aquele brilho característico da gratidão. Alegramo-nos em ver o efeito de nosso reconhecimento na vida dos outros.

Mas, talvez, o maior motivo de alegria que a gratidão traz é a saúde emocional. Pessoas gratas são mais sadias, desenvolvem melhor seus sentimentos, pois a gratidão se aproxima de amor, de misericórdia, de graça e de tantos outros valores que equilibram nossos sentimentos, fazendo-nos mais solidários aos outros e mais conscientes de que não estamos sozinhos no mundo e de que estamos ligados a outros, tanto para servi-los como para sermos servidos por eles.

Seja grato. Encontre a alegria única de dizer “muito obrigado” e agir de modo a nutrir reconhecimento pelos outros.

Pr Guilherme Gimenez

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NÃO BASTA FORÇA E CORAGEM: É PRECISO OBEDIÊNCIA TAMBÉM.

Quando Deus chamou Josué e lhe incumbiu a tarefa desafiadora de entrar com o povo de Israel na terra prometida, fez um pedido muito especial a ele: “Não deixe de falar as palavras deste Livro da Lei e de meditar nelas de dia e de noite, para que você cumpra fielmente tudo o que nele está escrito. Só então os seus caminhos prosperarão e você será bem-sucedido” (Josué 1.8).
Esse pedido mostra como Deus estava interessado não apenas com a entrada na terra prometida, mas também com a estadia alí.

Não bastava ser forte e corajoso: era importante também obedecer a Deus em tudo, para que a permanência naquele local tão especial fosse abençoado.

Por vezes, pedimos coragem e força a Deus para encarar um desafio. Mas, quando conseguimos chegar lá, esquecemos de quem nos deu a vitória e acabamos vivendo uma vida que não agrada ao Senhor. Isso nos torna novamente fracos e sem condições de vencer outros desafios, pois somente pela Palavra de Deus é que temos condições de verdadeiramente mantermo-nos firmes e com coragem para lutar.

Siga firme com o Senhor e, através da Bíblia, mantenha seu foco em fazer a vontade de Deus. Depois do grande desafio virá sempre a chance de manter-se ligado a Deus através da Bíblia Sagrada, que nos garante uma vida de bênçãos até em meio às lutas da vida.

Não basta força e coragem: precisamos obedecer a Deus também.

Pr Guilherme Gimenez

7+

PERDÃO, GRAÇA E RESTAURAÇÃO

Dizer que a família pós moderna vive em um verdadeiro ‘caos’ não é novidade.
O que no passado assustava, hoje se tornou tão comum que assuntos como divórcio, infidelidade, abandono de recém-nascidos, violência doméstica e outros já fazem parte de nossas conversas e são a realidade de nossos vizinhos, irmãos em Cristo e familiares. Parece que as palavras de Jesus se tornam cada vez mais reais em nossa sociedade: “devido ao aumento da maldade, o amor de muitos esfriará”(Mateus 24:12). Falta de amor e frieza fazem parte da dinâmica de muitas famílias.

O Apostolo Paulo ao falar sobre os últimos tempos declarou: “Saiba disso: nos últimos dias sobrevirão tempos terríveis. Os homens serão egoístas, avarentos, presunçosos, arrogantes, blasfemos, desobedientes aos pais, ingratos, ímpios, sem amor pela família…” (2 Timóteo 3:1-3a). Agora, de modo mais claro, ele diz que a família seria grandemente prejudicada em meio a uma sociedade decadente.

Não nos enganemos! A família vive tempos difíceis. E o que vem por aí não vai ajudar muito. Leis contra a família e comportamentos nocivos à convivência familiar estão aparecendo com maior freqüência. O que precisamos é nos fortalecer e buscar soluções para os problemas que se tornarão cada vez mais comuns. Precisamos de direção divina para os dias difíceis. Precisamos de alternativas coerentes com a Palavra de Deus para manter nossa família unida e fortalecida.

Perdão, Graça e Restauração fazem parte dos planos divinos para a sobrevivência da família em uma sociedade pós moderna. Eles podem dar qualidade aos relacionamentos familiares e trazer solução a muitos dramas que tem resultado na dissolução de muitas famílias.

Perdão, Graça e Restauração são dados por Deus a todos aqueles que Nele crêem. O sacrifício de Jesus por nós na Cruz nos deu acesso ao perdão divino mas também gerou em nós a possibilidade de perdoarmos nossos familiares, oferecendo a eles uma “pitada” daquilo que Jesus nos deu de modo tão gracioso e que limpou nosso coração da impureza do pecado.

Um ambiente de graça será resultado do perdão. Jesus derramou sobre nós a graça e podemos vive-la dentro de nossos lares. Em vez de ódio, rancor, mágoas, disputas, agressões e intolerância o perdão dado e recebido criarão um ambiente abençoado onde a graça de Cristo será percebida e exercitada. Diálogos francos, planos em família e alegria genuína farão parte da vida daqueles que vivem na prática a graça de Jesus.

O resultado do perdão e graça será a restauração da família. Casamentos experimentando um novo momento de amor e companheirismo. Pais e filhos convivendo novamente em harmonia e respeito. Relacionamentos deteriorados sendo reconstruídos de modo abençoado, amoroso e cheio dos valores cristãos.

Não podemos perder a esperança na família. Ela está viva, se mantém como guardiã dos valores e princípios e sempre será o sustentáculo de nossa sociedade. Toda a propaganda contra a família bem como a pressão para destruí-la não resistirão ao perdão, graça e restauração. É momento de exercitarmos esses valores cristãos e fazer deles verdadeiros mandamentos para a vida familiar.

Declaremos com toda nossa força que cremos na importância da família dentro do plano divino. E vamos investir para que nossos filhos e netos continuem a propagar o valor da família como testemunho ao mundo de que o Senhor sustenta, abençoa e dirige aqueles que Nele confiam.

Pr Guilherme Gimenez

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