LIDERANÇA E ESPIRITUALIDADE

Guilherme Gimenez: Pastor, Professor, Teólogo e Maratonista

Autor: prGuilherme (page 2 of 4)

Pessoas diferentes, reações diferentes

Cada ser humano é único. Então, por qual motivo queremos que as pessoas reajam de modo igual diante de uma mesma situação? Não seria uma grande incoerência? O natural seria esperarmos que, diante de uma mesma situação, pessoas tenham reações diferentes, manifestem sua visão pessoal da situação e se comportem de acordo com seu perfil emocional, sua educação e suas potencialidades. Mas o que acontece é que esperamos que as pessoas reajam de modo igual, e, mais especificamente, igual ao nosso. Se nós vencemos determinada situação com facilidade, esperamos que todos também a vençam com facilidade. E se foi difícil para nós alguma questão na vida, esperamos que todos enfrentem a mesma dificuldade. E, nessa expectativa que nutrimos dos outros, nos frustramos com as reações diferentes e chegamos até a criticá-las, sempre tomando como referência nossa própria reação.

Fernando Trías de Bes e seu colega Philip Kotler escreveram o livro A Bíblia da Inovação (Editora Leya, 2011). As primeiras páginas da obra falam exatamente sobre pessoas diferentes desempenhando papéis diferentes em contribuição para o sucesso de uma organização. Cada pessoa, com seu estilo, contribui para algo diferente, desde a criação até a execução. “A pessoa no lugar errado será prejuízo para o grupo” – comenta Kotler. E essa premissa servirá para várias organizações, afinal, a pessoa que não tem a condição mínima para realizar determinada tarefa, por certo, terá grande dificuldade para cumprir seu papel. E, aqui, temos, novamente, o mesmo princípio: a reação própria de cada um. Uma pessoa colocada em um lugar errado se esforçará muito para, pelo menos, cumprir a tarefa, ainda que sem qualquer brilhantismo. Já a pessoa certa poderá não apenas desenvolver a tarefa, mas, também, agregar rapidez, inovação e outros elementos, próprios de quem tem condição total para realizar a tarefa.

É necessário repensarmos nossas filosofias de locação de pessoas, promovendo mudanças, principalmente, no recrutamento. Perguntas certas devem ser feitas para elucidar, com a maior clareza possível, qual é o perfil da pessoa, onde ela poderá ter um desempenho maior e qual aptidão ela tem. Nesse processo, precisamos lembrar que, nas diferenças, temos condição de encontrar pessoas para todas as necessidades, até aquelas que nós mesmos não conseguimos atender. E, nessa mesma linha, devemos, também, lembrar que não deve haver espaço para disputas, mas sim para associações. Os diferentes não precisam se sentir maiores ou menores, mas sim diferentes. Eles devem se associar, trabalhar em conjunto, atender as demandas de acordo com seu potencial e, enfim, atingir objetivos comuns, coletivos, maiores.

Esperar por diferentes reações é louvável. Aproveitá-las é mais louvável ainda. Precisamos descobrir a beleza das diferenças e usá-las a nosso favor. Reaja de acordo com seu perfil e permita que o outro reaja de acordo com o perfil dele. Em respeito, aprenderemos que cada um, com sua diferença, pode nos ajudar e suprir nossas próprias debilidades.

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ACREDITE!

(por Guilherme Gimenez)

“Nada de esplêndido jamais foi realizado a não ser por aqueles que ousaram acreditar que algo dentro deles era superior às circunstâncias”. (Bruce Barton)

Líderes precisam de uma dose extra de coragem se desejarem alcançar grandes objetivos. Não lhes bastará a racionalidade, os números e os prognósticos. Por vezes, esses elementos são tão negativos que podem até impedir o processo criativo e estagnar qualquer possibilidade de mudança. Nesses casos, somente a coragem é capaz de produzir o ambiente adequado para que algo diferente aconteça e uma situação aparentemente sem solução seja resolvida. Coragem! Essa é a palavra do dia para os líderes, onde quer que estejam.

Há três palavras que combinam muito bem com coragem: ousadia, fé e autoconfiança.

Ousadia é a postura de enfrentamento diante do novo, do difícil e do improvável. Ousar é olhar para uma situação e enfrentá-la, por mais terrível e assustadora que seja. Líderes ousados levam seus liderados a uma condição de coragem, deixando de lado receios e abraçando as possibilidades que estão à frente, ainda que escondidas debaixo de um contexto de grandes lutas.

é o gesto de confiança nos milagres que podem acontecer. É a postura de enfrentar o impossível. A fé supera a ousadia porque está lidando com elementos que não podem ser mensurados. A fé extrapola a religiosidade e entra no campo de uma experiência com Deus que leva alguém a assumir riscos que nenhum técnico, assessor ou conselheiro concordaria. A fé, portanto, não pode ser medida por qualquer outra pessoa senão pelo próprio líder.

Autoconfiança é a condição emocional e espiritual que leva o líder a colocar sua ousadia ou fé – ou os dois – em ação. O líder autoconfiante diz: “Vamos. Eu acredito que conseguiremos”. Já o líder que não tem autoconfiança se enche de uma série de questionamentos e dúvidas, e acaba ficando paralisado diante dos desafios. A autoconfiança é tão importante que liderados serão motivados e incentivados de maneira incrível quando perceberem que seu líder acredita que é possível conquistar e ultrapassar os desafios.

Diante dessas três palavras – ousadia, fé e autoconfiança – só nos resta desafiar os líderes a terem coragem e acreditarem que está em suas mãos a vitória ou a derrota, a conquista ou o abandono e as possibilidades ou o impossível. Só há uma saída para você, líder: “Acredite”. Se você não acreditar, nada acontecerá. Mas, se você crer e encarar os desafios com coragem, muita coisa acontecerá e, por certo, muitas pessoas serão impactadas por sua fé e incentivo.

Enquanto muitos olham para as circunstâncias e desistem, os verdadeiros líderes seguem em frente, ousados, corajosos e cheios de fé.
Sejamos esses líderes!

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Estou de mãos atadas

Por Guilherme Gimenez

Ao deter um suspeito, o policial imediatamente o algema e, com isso, garante que grande parte de seus movimentos estarão sob controle. De certo modo, todos nós somos “algemados” – ou melhor, utilizando o provérbio popular, ficamos de “mãos atadas” – diante de algumas situações da vida. Queremos fazer algo, mas não podemos. E essa sensação é horrível, principalmente quando sabemos o que fazer, temos força para fazer, mas nos é impedido fazer. A sensação é realmente de estar com as mãos atadas, amarradas, acorrentadas…

Quando nos sentimos assim, começamos a perceber nossa finitude de uma maneira particular. Ter força, dinheiro, conhecimento e outros elementos não é suficiente para atingirmos nossos objetivos. Aí está nossa finitude: nem quando temos tudo podemos fazer tudo. Nem quando sabemos tudo podemos responder a todas as perguntas. Nem quando temos todo o dinheiro do mundo podemos comprar tudo o que quisermos. A nossa finitude, nesse sentido, se deve aos limites que a vida nos impõe diante da realidade do outro e de sua autonomia e liberdade. Queremos ajudar o outro, mas se ele não quiser ser ajudado, ficamos de “mãos atadas”. Queremos comprar determinado bem, mas se não nos derem a opção de compra, ficaremos de “mãos atadas”. Queremos implementar mudanças para o bem, mas se não tivermos a oportunidade de implementá-las, ficaremos de “mãos atadas”.

As “mãos atadas” refletem essa finitude de convivência, relacionamento e solidariedade da raça humana. Conhece a história de alguém que viu um familiar adoecer gravemente e morrer, mesmo tendo pago os tratamentos mais caros e tendo mais dinheiro para pagar por mais tantos outros tratamentos caso tivesse oportunidade? Esse é um bom exemplo. E, nessa mesma linha, estão os conselhos que não são recebidos, as ações que são ignoradas, o planejamento que é descartado e os gestos de amor que não podem ser dados. Nós dependemos que o outro aceite, receba, queira ou dê a chance.

O que fazer diante das “mãos atadas”? Três palavras me vêm à mente: respeito, paciência e fé. Respeito ao outro que não quer. Paciência, pois esse quadro pode mudar e, de repente, o outro nos deixará intervir. Fé de que a situação aparentemente insolúvel mudará, o problema será resolvido e tudo acabará bem. E, nesse último item, podemos destacar que, em algumas situações, mesmo de “mãos atadas”, veremos o problema ser resolvido, sem nossa intervenção. Às vezes, nos surpreenderemos como outras pessoas terão a liberdade ou oportunidade que nós não tivemos de ajudar ou, então, como uma situação acabou por resolver-se de forma muito melhor do que se tivéssemos intervido.

O respeito, a paciência e a fé não são muito fáceis. Mas uma coisa é certa: sem eles, perderemos a cabeça, cairemos em desespero ou depressão, e o pior: ainda assim, não poderemos resolver o problema. Ainda sobre a importância da fé, se as mãos estão atadas, mas os joelhos estão livres, então aproveite para dobrá-los e orar. Esse tem sido meu exercício constante quando minhas mãos estão atadas.

prgimenez@prgimenez.net

São Paulo, 27/02/2019

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Dicas e artigos de esporte

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Dicas e artigos

Lembre-se: Antes de começar qualquer atividade física, sempre consulte um médico especializado.

“…é fundamental na prevenção de lesões, através de orientações específicas para cada indivíduo e para a detecção de problemas silenciosos, que podem agravar com a prática esportiva.”  (Dr. Ranzini – ortopedista)

Algumas dicas para quem quer começar a correr:

  1. Consulte um médico em primeiro lugar. O médico é a pessoa mais indicada para dizer se tem algum problema de saúde sério ou não, alguma lesão. Converse com seu médico para esclarecer se há algum sintoma e limitação, ou seja, se você esta apto para correr ou não.
  2. Diabéticos, gestantes, pessoas com pressão alta, fumantes ou ex-fumantes, quem tem histórico familiar de doenças no coração, entre outros, devem ter liberação de um médico para iniciar qualquer atividade física, principalmente de impacto, como é o caso da corrida.
  3. Como qualquer outra atividade, correr exige alguns cuidados em relação aos equipamentos utilizados. Tenha um tênis adequado ! Isso não quer dizer que você precisa de um tênis hi-tech exageradamente caro, mas sim de um modelo esportivo, adequado ao seu tipo de pisada, para evitar lesões musculares ou em suas articulações.
  4. Beba água. Nem muito, nem pouco. Beba água antes, durante e depois da corrida, especialmente quando você correr num dia de muito sol ou se você suar muito.
  5. Se alimente antes e depois da prática esportiva. Procure orientação específica de um profissional.
  6. Não use suplementos alimentares. Apenas se alimente e beba água de forma equilibrada durante o dia inteiro. Você só deve usar suplementos em caso de prescrição e orientação médica específica.
  7. Sempre faça aquecimento antes de correr, ainda que seja caminhando lentamente por alguns minutos.
  8. Ao final do treino, sempre que possível faça alongamento. É uma boa forma de relaxar a sua musculatura após o treino.
  9. A velocidade é um dos fatores de maior causa de fadiga na corrida. Corredores iniciantes tem uma dificuldade muito maior de controlar seu ritmo. Se estiver começando agora, tente não correr em um ritmo muito acelerado. Vá com calma.
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E os longões de gente grande começaram…

No mundo da corrida de rua chamamos de “longões” aqueles treinos que nos preparam para provas mais longas (21km, 42km ou até mais) e que em geral são realizados no final de semana por demandarem mais tempo. No meu caso, como minha folga é segunda-feira, meu longão preparatório para a Maratona de Santiago se deu em uma segunda-feira… Foram 30km, treino longo de gente grande… Faltam poucas semanas para a maratona e daqui para frente tenho pelo menos mais dois treinos longos… dá um friozinho na barriga mas vamos em frente!!!!!

Assista ao vídeo do meu longão dos 30km

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EM MOMENTOS DE CRISE… MANTENHA A CALMA!

(por Guilherme Gimenez)

Uma das reações mais comuns à crise é o desespero. Algumas pessoas, ao saberem que algo não vai bem, são dominadas por esse sentimento e acabam piorando a situação. Há quem perca totalmente o equilíbrio emocional e entre em depressão ou em um estado de desesperança tal que todas as suas forças são minadas. E, obviamente, há aqueles que adoecem, até fisicamente, e acabam se rendendo à crise, totalmente sem forças para resistir.

Em momentos de crise, é necessário manter a calma. Mas, o que é calma? A maioria dos dicionários define essa palavra como ‘tranquilidade, paz ou ausência de agitação’. Calma, de fato, tem esses significados. Mas, em momentos de crise, é muito difícil ter tranquilidade ou estar isento de agitação. Quando todos estão em pânico, é difícil simplesmente descansar. E é aí que vem à mente outro sentido para a palavra calma.

Se estudarmos a origem do termo ‘calma’, veremos que a palavra é originada do latim ‘cauma’, que significa ‘o calor do meio-dia’. Esse termo do latim é originado da palavra grega ‘kauma’ – calor – que, por sua vez, é originada do verbo grego ‘kaiein’, que significa ‘queimar’. Segundo estudiosos, nossos antepassados sofriam muito com o calor do meio do dia e, então, descansavam nesse período, parando suas atividades e tirando uma famosa siesta – como dizem os espanhóis. Calma, portanto, está relacionada a uma parada estratégica para descansar quando a temperatura aumenta. E, em momentos de crise, isso acontece frequentemente. Pessoas ficam nervosas, o mercado financeiro perde o controle, relacionamentos são provados por problemas novos e a temperatura começa a aumentar. E quando a temperatura está bem alta, chega a hora da calma, a hora de parar um pouco, recuperar as forças e, dependendo do caso, o momento correto para fazer uma siesta para recuperar-se emocional, física e até espiritualmente.

Manter a calma é algo estratégico, nos ajuda a pensar enquanto a temperatura vai baixando. É momento de recuperar as forças e encontrar soluções. Momento de exercer a fé e buscar alternativas. E, então, renovados nas forças e no ânimo, continuarmos o dia, sabendo que a crise ainda poderá persistir, mas, pelo menos, estamos mais fortalecidos para enfrentá-la. O significado comum da palavra calma, que traz a ideia de ‘ausência de agitação’, também pode ser utilizado, mas pensando em nosso interior. A calma depende de apenas uma pessoa: você. E quando você consegue manter a calma, interiorizando essa paz, então o ambiente no qual está inserido terá a oportunidade de baixar a temperatura e vivenciar momentos de paz que poderão amenizar a crise, dando a todos os envolvidos condições mínimas de enfrentá-la.

Uma parada estratégica e a busca da paz interior parecem ser os dois significados mais relevantes da palavra calma. Mantenha a calma. Faça suas paradas estratégicas e mantenha-se em paz. Somente assim você conseguirá atravessar a crise e contribuir para que ela dê lugar a momentos melhores.

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ESSE É MEU TERRITÓRIO

(por Pr. Guilherme Gimenez)

Foi exatamente com essa frase que um antigo funcionário recebeu seu colega em seu primeiro dia de trabalho. Estaria ele com medo? Talvez, mas também é possível que essa fosse uma forma de deixar claro ao novato um pensamento bem discorrido pelas teorias de meritocracia, algo que costumo chamar de “segurança do tempo”.
Há uma série de artigos sobre esse pensamento; é bom deixar claro que ele atinge todos os campos possíveis, da empresa à família.
O filho mais velho, o funcionário mais antigo, o primeiro morador do prédio e o membro fundador do clube têm um sentimento comum: uma espécie de segurança adquirida pelo tempo. Inclui-se um sentimento de privilégio adquirido ou de honra especial, não propriamente por quem é ou faz, mas sim pelo tempo que está naquele ambiente. Ainda que muitos não digam, a frase que lhes vem à mente é a mesma daquele funcionário: “esse é meu território”. E, utilizando todas as ferramentas da meritocracia, essa pessoa, realmente, se sente mais importante do que os mais novos, chegando, em alguns casos, a humilhá-los em nome dessa segurança adquirida com o tempo.

É bem verdade que alguns se sentem assim também por tudo o que realizaram desde o momento que chegaram à empresa, à família, ao condomínio, à igreja ou a qualquer outro grupo social. Muitos sofreram até as dificuldades iniciais para começar um negócio; há histórias e mais histórias de quem se doou muito e, hoje, se sente mais merecedor do que aqueles que chegaram depois, praticamente para usufruir do que fora construído nos anos ou décadas anteriores.

É um sentimento comum, comenta Kevin Thom, economista da Universidade de Nova York, em uma pesquisa inovadora sobre meritocracia de Andrew Van Dam (Meritocracy in Our Society Is a Lie. Genes Reveal It’s Better to Be Born Rich Than Talented. Science Alert).
Mas, apesar de comum, é impróprio para o crescimento de um grupo social. Quando alguém se sente mais merecedor pelo que fez ou pelo tempo que ocupa um lugar, tem a tendência de resistir a novas ideias, não recebe bem os mais novos e também não trabalha de “igual para igual” em uma equipe.
É preciso ser muito maduro – comenta Kevin – para não se deixar dominar por sentimentos de superioridade e egoísmo e, assim, não atrapalhar o trabalho em equipe.

É mais saudável ter um sentimento de pertencimento não dominador, de se sentir privilegiado por estar em um lugar há mais tempo ou, então, de ter se doado mais do que outros. Esse sentimento recebe o mais novo com um coração aberto a aprender, afinal, sempre estamos recomeçando, sempre alguém estará vivenciando o que o mais velho naquele local vivenciou.
Tal sentimento também nos tira desse ambiente de competição, de desgaste emocional por nos sentirmos ameaçados pelo mais novo.
A segurança do tempo pode ser substituída pelo privilégio do tempo.
Em vez de “esse é o meu território”, pode-se dizer algo do tipo “seja bem-vindo ao nosso território.” Isso é mais solidário, ajuda mais o mais novo e também o que está há mais tempo, pois, independentemente de quanto tempo se está em algum lugar, o tempo nos impõe chegadas e saídas e, sem elas, nenhum grupo resiste ao tempo.
É um privilégio estar há mais tempo.
É uma honra ter se doado mais.
Esse sentimento será a plataforma para receber bem os mais novos, ajudá-los nos processos de integração e vê-los, daqui a algum tempo, comemorando um tempo logo ao nosso lado ou nos substituindo.

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Treinos longos e aprendizados

Bom, muitos de vocês já sabem que no ano passado comecei a correr… Sim, me transformei em um corredor de rua, já fiz provas de 5, 10, 15 e 21 km… Agora em Abril de 2019 farei minha primeira maratona (42km) e estou em pleno treinamento, aumentando cada vez mais as distâncias… já cheguei a 28km, e nas próximas semanas deverei chegar ao treino mais longo antes da prova: 35km… Gravei um vídeo dos últimos treinos longos… algumas impressões, fotos, comentários sobre distância… Assista o vídeo, e se gostar se inscreva no meu canal.

Assista o vídeo no YOUTUBE

Treino longo, 28km…

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MENSAGEM DA SEMANA – BRUMADINHO, FLAMENGO E BOECHAT – O ENREDO DA TRAGÉDIA

(por Pr. Guilherme Gimenez)

Em poucos dias, foram três tragédias. Por horas a fio, a televisão mostrou imagens direto de Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo. Em todas elas, as cenas eram parecidas e tinham o enredo tristonho da tragédia. A morte pegou todo mundo de surpresa. Alguns anônimos, como os trabalhadores de Brumadinho. Outros buscando a fama, como os meninos do Flamengo. E um já bem conhecido na mídia brasileira, o jornalista da TV Bandeirantes. Velórios, famílias enlutadas, perguntas sem resposta, tristeza, e por aí vai o enredo da tragédia. Nesse enredo, algumas lições se repetem:

A Tragédia, por mais que esperada, sempre surpreende. Por mais que os alojamentos não tivessem as condições adequadas, ou que a empresa dona do helicóptero não tivesse autorização para levar passageiros, ou a barragem já desse sinais de excesso de água, ainda assim, a tragédia sempre surpreende. Ninguém acredita que possa acontecer, ainda que tema que aconteça.

A Tragédia não faz acepção de pessoas. Ela é solidária a todos, escolhe ricos, pobres, famosos ou indigentes. Escolhe quem está preparado ou não para a morte. Quem tem herança ou dívidas para deixar. Escolhe alguém que parte para a eternidade sozinho ou com seus colegas de quarto ou companheiros de trabalho. Qualquer um pode ser seu alvo.

A Tragédia não aguarda qualquer preparação. Ela não espera um helicóptero pousar, funcionários terminarem o almoço ou meninos acordarem pela manhã. Ela vem sem dizer a hora e, portanto, não dá a dádiva da preparação, da inserção de sua chegada na agenda em um momento que nos pareça mais próprio. Ela não faz perguntas do tipo: “Está preparado?” E também não questiona familiares ou amigos se estes estão prontos para fazer um velório, aguardar por um corpo que está debaixo de destroços ou reconhecer alguém no IML.

A Tragédia é um alerta! Sobre a brevidade da vida. Sobre a necessidade de estar preparado para a morte. Sobre as limitações humanas. Sobre as surpresas desagradáveis que a vida pode nos trazer. A tragédia é uma das maiores incentivadoras para alguém cuidar de si e dos outros. Para alguém repensar hoje seus valores e intensões. Para alguém pedir perdão, confessar seus erros e buscar viver o hoje que Deus permite. Tragédias são educativas. Mas para quem? Para nós, que choramos nossos mortos ou assistimos pela televisão sua chegada. Para os que fazem parte de seu enredo, não há aprendizado, a não ser na eternidade. Então, o que podemos aprender com as tragédias mais recentes? Pense, ore sobre e tome as atitudes necessárias.

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MENSAGEM DA SEMANA – DESISTÊNCIA E FRAQUEZA

DESISTÊNCIA E FRAQUEZA
(por Pr. Guilherme Gimenez)

Você já desistiu de algum projeto? Possivelmente. Não é raro ouvirmos histórias de pessoas que desistiram.
Os motivos são vários, mas um se destaca: a falta de força para continuar.
E quando digo força, penso nas variáveis: força física, emocional, espiritual e até mesmo mental.

Para alguns, a força física, de fato, é o motivo para desistir. Uma enfermidade, por exemplo, pode levar alguém a interromper um lindo projeto. É importante que uma pessoa que está envolvida em um projeto se alimente bem, durma adequadamente, faça algum tipo de atividade física e esteja com seus exames de rotina em ordem. O corpo pode até resistir por algum tempo, mas chega a hora em que o cansaço o faz, literalmente, “parar”. Há histórias e mais histórias de pessoas muito competentes em suas atividades profissionais que foram parar no hospital.

Para outros, a força emocional os faz desistir. Esse é um tema difícil de lidar, mas, em algumas situações, a fragilidade emocional pode nos sabotar e nos fazer deixar de lado um grande projeto. Pessoas cujas emoções estão abaladas por algum motivo tendem a desistir, pois não encontram forças para interagir com a equipe, vencer situações estressantes ou mesmo manterem-se serenas diante de pressões próprias do desenvolvimento de projetos. Cuidar das emoções é fundamental para todas as pessoas, principalmente para os líderes. Se você estiver fortalecido emocionalmente, será mais forte e se manterá firme em seus desafios.

Muito próximo à força emocional está a mental, e, por vezes, chegamos a confundi-las. Força de propósito, ideias bem estabelecidas, sabedoria e outros elementos distinguem a força mental da emocional. A racionalidade precisa ser bem cultivada com boas doses de leitura, momentos de reflexão e também uma adequada rotina acadêmica que se destaque por conhecimento na área em que se desenvolve os projetos. Uma mente bem esclarecida em relação ao que se quer fortalece muitíssimo na hora de se tomar decisões e prosseguir na rotina do desenvolvimento de projetos.

E, por fim, e não menos importante, a força espiritual, que também pode ser chamada de fé, se torna outro elemento indispensável para seguirmos em frente e não desistirmos. A fé nos faz enxergar as possibilidades que ainda não existem no campo da razão ou emoção. Ela nos faz ter visões diferentes da vida; passamos a enxergar um mesmo fato com outros olhos e, finalmente, percebemos que há algo além de nós mesmos, da equipe, da sociedade e dos fatos, por mais duros que sejam. A fé nos faz considerar as possibilidades que estão além de nós. A força espiritual nos leva a olhar para o alto, fazer nossa oração sincera e dar mais um passo rumo ao futuro.

Fortaleça-se. Não permita que o cansaço o derrube antes de chegar ao seu destino. Seja firme em seus propósitos e, com um corpo saudável, sentimentos equilibrados, mente serena e coração cheio de fé e esperança, desenvolva os projetos que estão a sua frente, transformando sonhos em realidade.

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