(Por Guilherme Gimenez)

Conheci um pequeno empresário que havia começado seu negócio poucos dias antes do isolamento social imposto pela pandemia. Ele investiu todas as suas reservas financeiras em um negócio que antes da pandemia tinha tudo para dar certo, mas, com a pandemia, se tornou totalmente inviável. Depois de meses fechado acabou optando por perder o investimento feito, devolver o imóvel e agora aguardar pelos próximos meses e os desdobramentos que o isolamento trouxe. Como uma pessoa assim se sente? Se você responder “fracassado” está certo. Foi exatamente isso que ele me disse acerca de seus sentimentos. E, esse foi o tema de uma conversa longa que chegou à seguinte conclusão – por parte dele: fracasso é quando eu tenho culpa porque não me esforcei, planejei mal ou administrei de forma equivocada meu negócio. Quando eu me esforcei, planejei adequadamente e administrei bem até quando podia, então não é fracasso mas sim fatalidade. Ninguém podia prever uma pandemia em seu planejamento. Ninguém tinha informações sobre a chegada do COVID. Então, não podemos falar em termos de fracasso e sim de fatalidade. E para fatalidades não há preparo prévio. “Estas coisas vos tenho dito para que tenhais paz em mim. No mundo, passais por aflições; mas tende bom ânimo; eu venci o mundo.” (João 16:33)

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